A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Sergipe viveu um momento histórico com a eleição direta para o Quinto Constitucional, um processo marcado por disputas judiciais e a defesa da liberdade de escolha da advocacia sergipana. Pela primeira vez, a Justiça Federal precisou intervir para garantir que a eleição fosse decidida de forma democrática, após tentativas de limitar a escolha dos candidatos.
O cerne da questão residia na proposta de um modelo “híbrido”, que previa a seleção de 12 nomes pelos conselheiros da OAB, reduzindo a lista para seis a serem encaminhados ao Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE). Essa manobra foi vista como uma afronta à história da OAB/SE, construída sobre os pilares da democracia e da participação de todos os advogados e advogadas.
A vitória da eleição direta representa um triunfo da advocacia sergipana, que se insurgiu contra a tentativa de restringir seu direito de escolha. Como bem observou o jornalista e advogado Fausto Leite, a iniciativa do advogado Aurélio Belém de exigir eleições diretas “resgata o verdadeiro espírito da OAB: o de uma entidade plural, participativa e legítima”.
O resultado da eleição reflete a rejeição da advocacia a modelos restritivos e a imposições de nomes, demonstrando que a busca por cargos e sinecuras não pode se sobrepor à defesa da democracia e da justiça social. A experiência serve de alerta para futuros pleitos, ressaltando a importância de valorizar o voto e a participação de todos os membros da OAB/SE.
Entre os eleitos, destaque para Fabiano Feitosa, o mais votado para a vaga PCD e o segundo no geral. A lista sêxtupla, que será homologada e encaminhada ao TJSE, é composta por Fabiano Feitosa, Carla Caroline de Oliveira, Kleidson Nascimento, América Nejaim, Marília Menezes e Márcio Conrado. A escolha final dos três nomes que serão encaminhados ao governador Fábio Mitidieri caberá agora aos desembargadores do TJSE.
Fonte: http://infonet.com.br










