Um jovem de 17 anos, identificado como Andrey, apelidado de “Chatô”, foi morto durante uma operação policial na comunidade Morar Bem, em São José, Grande Florianópolis, na noite desta segunda-feira (25). A ação, conduzida pelo Tático do 7º Batalhão da Polícia Militar, resultou em protestos e tensão na comunidade.
De acordo com a Polícia Militar, a guarnição realizava uma incursão a pé em área conhecida pelo comércio de drogas quando avistou o adolescente armado. A PM alega que Andrey estaria traficando entorpecentes. Durante a tentativa de abordagem, o jovem teria fugido para o interior de uma residência.
No interior do imóvel, ainda segundo a versão oficial, Andrey teria apontado a arma para os policiais, que revidaram com disparos. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado, mas apenas pôde constatar o óbito no local. A polícia apreendeu um revólver calibre .32 com cinco munições, além de 17 pedras de crack, nove buchas de maconha e cinco de cocaína na casa.
A morte do adolescente provocou forte reação dos moradores da comunidade. A população se aglomerou e confrontou os policiais com rojões, pedras e insultos. A Polícia Militar utilizou balas de borracha e outros meios de dispersão para conter a manifestação, e o clima permaneceu tenso até a madrugada desta terça-feira.
Familiares e amigos de Andrey expressaram luto e indignação nas redes sociais, com diversas mensagens de despedida e revolta. O jovem deixa esposa e uma filha de poucos meses. Em meio às manifestações, também circularam fotos e vídeos do adolescente portando armas e munições, acompanhados de frases que ele utilizava em suas redes sociais.
A Polícia Civil e o Instituto Geral de Perícias (IGP) realizaram os procedimentos periciais no local. A Corregedoria da Polícia Militar foi acionada para investigar a conduta da guarnição envolvida na ocorrência, procedimento padrão em casos de morte durante ação policial. A investigação do caso continua, e novas informações devem ser divulgadas pelas autoridades em breve. O *portal Agora Floripa* segue acompanhando o caso.





