Um levantamento do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) revela um cenário preocupante no que tange à adoção no Brasil. Em 2025, enquanto 3.140 crianças e adolescentes foram adotados, a disparidade entre as faixas etárias é alarmante. Apenas seis adolescentes acima de 16 anos encontraram um lar, contrastando com as 1.401 crianças de até dois anos que foram acolhidas. Os dados expõem uma urgente necessidade de repensar as prioridades e desmistificar preconceitos no processo de adoção.
Atualmente, o país contabiliza 5.506 crianças e adolescentes aptos para adoção, sendo que 1.839 deles têm mais de 14 anos. A estatística se torna ainda mais sombria quando comparada ao ano anterior: em 2024, somente 101 jovens nessa faixa etária conseguiram uma família. A baixa procura reflete-se nos números de famílias pretendentes: de 32.474 ativas no sistema, apenas 137 se mostram dispostas a receber jovens com mais de 14 anos.
A situação se agrava para crianças e adolescentes com deficiência. A pesquisa do CNJ demonstra que o preconceito ainda é uma barreira significativa, com pouquíssimas famílias dispostas a adotar portadores de deficiência física (3,4%) ou intelectual (1,4%). Essa realidade escancara a necessidade de políticas públicas mais eficazes para sensibilizar e incentivar a adoção de crianças e adolescentes com necessidades especiais, garantindo-lhes o direito a um lar e a uma vida digna.
Em outra frente, a política nacional também apresenta turbulências. O deputado Eduardo Bolsonaro, em meio a incertezas sobre sua posição, aceitou a liderança da Minoria, após inicialmente recusar a oferta enquanto permanecia nos EUA. Paralelamente, a deputada Carol de Toni (PL-SC) renunciou para preservar a unidade partidária, abrindo caminho para que o vereador Carlos Bolsonaro concorra ao Senado, um posto que antes era destinado a ela.
A organização da COP30 também enfrenta desafios significativos. A confirmação de presença de apenas 79 países, com comitivas reduzidas, demonstra a complexidade logística e financeira do evento. Embaixadas relatam preços exorbitantes, como quartos de hotel sem banheiro cotados a R$ 5 mil por dia, com a exigência de pagamento por todos os 11 dias do evento, gerando preocupação e questionamentos sobre a viabilidade da conferência.










