O Acre se consolidou como um reduto bolsonarista nas eleições de 2018 e 2022, e a influência do ex-presidente Jair Bolsonaro permanece forte no estado. Pesquisas indicam que ele ainda contaria com o apoio de expressiva parcela do eleitorado local, estimada em 67%. Esse cenário coloca o bolsonarismo no centro das estratégias políticas para as próximas eleições.
Diante desse quadro, o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), e o senador Márcio Bittar (União Brasil), figuras de proa do Partido Liberal no Acre, buscam consolidar o apoio desse eleitorado. Ambos reconhecem a importância de manter o alinhamento com as pautas e o legado do ex-presidente para garantir o engajamento da base conservadora no estado.
Em contrapartida, a vice-governadora Mailza Assis (PP) surge como um nome alternativo, buscando capitalizar em outras frentes. A disputa pelo espólio político de Bolsonaro no Acre promete acirrar o debate e definir os rumos das próximas eleições, com cada lado buscando consolidar seu espaço no cenário político local. O apoio de Bolsonaro, ainda que não oficializado, é visto como um trunfo valioso.
“O eleitorado do Acre demonstrou grande identificação com as ideias e propostas do presidente Bolsonaro”, afirma um analista político local, que preferiu não se identificar. “Quem conseguir articular o apoio desse eleitorado terá uma vantagem considerável nas próximas eleições.”
Fonte: http://ac24horas.com










