Em um mundo cada vez mais dominado por telas, a reflexão sobre o impacto da tecnologia na juventude se torna crucial. Um texto poético de Renato Braga, publicado originalmente na Folha BV, lança um olhar crítico sobre a “oferta da tela” e suas consequências na formação dos jovens.
O autor questiona o tipo de conteúdo que nutre a mente dos jovens, alimentados por inteligência artificial e oscilações emocionais. “Que tipo de conteúdo lhes é servido? A quem realmente eles têm dado ouvidos?”, indaga Braga, contrapondo a profundidade da alma à superficialidade dos vídeos que entorpecem.
A contemplação da leitura, a criação manual e a conexão com o mundo real parecem ceder espaço ao prazer efêmero de registrar momentos para as redes sociais. Essa substituição, segundo o autor, culmina em um “ser selado pelo sistema atual”, aprisionado em uma existência sem dor, mas também sem vida.
Braga evoca as revoluções passadas – dos bichos, a intelectual, das máquinas – para alertar sobre a atual “Revolução Virtual”. A solução, para ele, reside na redução do tempo de exposição à tela, uma “sobrevida aos infortunados” que desconhecem o mundo tangível e as habilidades essenciais.
O texto conclui com uma imagem sombria: um “vazio tenebroso” que se estende além da tela, aprisionando a alma perdida no “pântano da introspecção”. A reflexão proposta por Renato Braga é um convite urgente à reconexão com a essência da vida, para além dos limites do mundo digital. Ele ainda alerta: “Tempo reduzido de exposição à tela é uma sobrevida aos infortunados”.
Em suma, a análise de Renato Braga suscita debates importantes sobre a necessidade de equilibrar o uso da tecnologia com o desenvolvimento integral dos jovens, incentivando a busca por experiências significativas e a valorização do mundo real.
Fonte: http://www.folhabv.com.br










