A Polícia Penal do Distrito Federal iniciou, no sábado (30), o policiamento da área externa da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, em cumprimento a uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A medida eleva o nível de segurança em torno do ex-presidente, que já estava sob monitoramento desde a última terça-feira (26).
O monitoramento anterior, realizado por agentes “invisíveis” e viaturas descaracterizadas, foi complementado com a presença ostensiva da Polícia Penal na parte externa da casa. Além disso, a decisão judicial determina a revista de todos os veículos que deixarem a propriedade, com relatórios diários a serem enviados ao STF.
A justificativa para o aumento da vigilância reside em informações da Polícia Penal que apontam para a existência de “pontos cegos” na residência, que poderiam comprometer o funcionamento da tornozeleira eletrônica utilizada por Bolsonaro. Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária do DF, imóveis contíguos nas laterais e fundos da casa criam áreas de sombra onde o sinal do equipamento pode ser interrompido ou apresentar lentidão.
Embora a Polícia Federal tenha sugerido o policiamento externo, a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou contrária à medida. O secretário de Administração Penitenciária, Wenderson Teles, acompanhou a ação no local, demonstrando a prioridade dada à execução da ordem judicial. A intensificação da vigilância busca garantir o cumprimento das determinações judiciais e a integridade do monitoramento eletrônico.
“A decisão considerou informações da Polícia Penal sobre ‘pontos cegos’ na casa, que podem afetar o funcionamento da tornozeleira eletrônica”, ressalta a Secretaria de Administração Penitenciária do DF. A medida demonstra o rigor das autoridades em assegurar que todas as condições impostas pela justiça sejam integralmente cumpridas, garantindo a efetividade do monitoramento.
Fonte: http://agorarn.com.br










