Em Campo Grande, a história de Carlos Afonso Júnior, 38 anos, e sua mãe, Leila Martins, desafia o estigma de que pastel é apenas “comida de feira”. Juntos, eles transformaram a receita em um recomeço saboroso, impulsionado pela união familiar e pela vontade de superar desafios.
O projeto se concretizou há três meses com a Lê Pastel, uma pastelaria itinerante que colore as feiras da cidade. Mais do que um negócio, o trailer representa uma nova fonte de renda e, principalmente, a oportunidade de fortalecer o vínculo entre mãe e filho, que encontraram na cozinha uma forma de se reaproximar.
“Minha mãe sempre teve vontade de empreender. Achamos o trailer à venda e decidimos investir as nossas economias. A ideia era um ponto fixo, mas participar das feiras foi um sucesso”, conta Carlos, que trocou o interior de São Paulo pela capital sul-mato-grossense.
O cardápio da Lê Pastel celebra a tradição, mas com um toque caseiro que faz a diferença. Recheios salgados como queijo, carne e queijo, frango e pizza dividem espaço com as opções doces de Nutella e Romeu e Julieta. “O pessoal elogia muito o tempero. Minha mãe é que faz a carne e o frango do recheio e é tudo bem caseiro. Além disso, é um pastel bem recheado”, garante Carlos.
A dedicação se reflete nos preços acessíveis: R$ 10 para os sabores tradicionais, R$ 12 para os que levam dois recheios e R$ 15 para os doces. A agenda da Lê Pastel é movimentada, marcando presença em diferentes bairros de terça a domingo, das 16h às 22h.
Para Carlos, a pastelaria teve um impacto profundo em sua vida. “Eu estava numa fase ruim, praticamente em depressão. Vim para Campo Grande para passar seis meses, mas agora não quero voltar. Aqui encontrei uma nova motivação e me aproximei mais da minha mãe”, revela, demonstrando que, às vezes, a receita para a felicidade está mais perto do que imaginamos, com sabor de pastel e união familiar.










