Alteração na Constituição dos EUA exige processo complexo e apoio amplo; risco institucional é foco após eleições legislativas

Regra vigente nos EUA impede Donald Trump de disputar terceiro mandato presidencial. Alteração na Constituição requer consenso difícil e ratificação em 38 estados.
Donald Trump não pode disputar uma terceira eleição presidencial nos Estados Unidos segundo a 22ª Emenda da Constituição, que limita a dois mandatos o exercício da presidência. Para modificar essa regra, seria necessário um processo complexo que envolve aprovação de dois terços do Congresso e ratificação por três quartos dos estados (38 de 50). Esse procedimento torna improvável uma mudança para permitir um terceiro mandato.
O debate ganhou destaque no programa Mapa de Risco do InfoMoney, que analisou as eleições legislativas americanas de 3 de novembro e as possíveis consequências para a agenda e influência de Trump, especialmente caso os democratas conquistem maior espaço no Congresso. A perda da maioria republicana dificultaria a aprovação de projetos e ampliaria a fiscalização sobre o governo.
O repórter André Lucena ressaltou que o principal ponto será a relação entre Trump e as instituições americanas, indicando que a situação configura um grande teste à estabilidade institucional dos EUA. A professora Ana Carolina Marson, da FESPSP, destacou que uma Câmara controlada pelos democratas poderia iniciar investigações e processos de impeachment, mas a condenação requer dois terços dos senadores, o que dificulta o afastamento automático do presidente.
O cenário político pós-eleitoral poderá intensificar o conflito entre os poderes, elevando os desafios para Trump implementar sua agenda e manter influência. Porém, as barreiras constitucionais vigentes permanecem claras quanto à impossibilidade de um terceiro mandato sem uma mudança formal na Constituição, o que demanda amplo consenso político e estadual.










