População ocupada atinge recorde histórico e informalidade permanece em 37,5%

A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,2% no trimestre encerrado em setembro, alcançando o menor índice desde 2012, segundo o IBGE.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta sexta-feira (30) os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) referentes ao trimestre encerrado em setembro de 2023. A taxa de desemprego no Brasil recuou para 5,2%, representando uma queda de 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em junho, quando o índice foi de 5,4%. Este valor é o menor para o período desde o início da série histórica em 2012.
População ocupada atinge recorde
Segundo o IBGE, a população ocupada alcançou o maior nível da série histórica, apresentando alta de 0,6% no trimestre e aumento de 1,2% em relação ao ano anterior. O nível de ocupação, que corresponde ao percentual de pessoas ocupadas na população em idade para trabalhar, foi de 59%, com aumento de 0,2 ponto percentual no trimestre.
Informalidade e rendimento
A taxa de informalidade permaneceu praticamente estável em 37,5% da população ocupada, contra 37,4% no trimestre anterior e 37,8% no mesmo período de 2022. O rendimento médio real habitual de todos os trabalhos foi de R$ 3.790, mantendo-se estável no trimestre e apresentando crescimento de 3,6% em relação ao ano passado.
Outros indicadores
A população desocupada diminuiu em 4% no trimestre, o que corresponde a 234 mil pessoas a menos, e teve queda de 6,9% comparado ao ano anterior. A população subocupada por insuficiência de horas aumentou 5,2% no trimestre, mas recuou 5,4% no ano. A população fora da força de trabalho manteve-se estável no trimestre e cresceu 0,8% no ano.
Os trabalhadores por conta própria somaram 26,1 milhões, com estabilidade no trimestre e no ano. O número de trabalhadores domésticos foi de 5,4 milhões e também permaneceu estável, assim como os empregados sem carteira no setor privado, que totalizaram 13,7 milhões.
Esses dados indicam uma continuidade na recuperação do mercado de trabalho brasileiro, com redução do desemprego e crescimento da ocupação, mantendo níveis estáveis de informalidade e rendimentos reais em crescimento.
Fonte: metropoles.com










