Ações envolvem bloqueio de bens, apreensão de passaportes e prisão preventiva após segundo turno eleitoral

Após o segundo turno das eleições, parlamentares do PT e PSOL intensificaram pedidos judiciais contra Flávio Bolsonaro e lideranças da direita, incluindo apreensão de passaportes, bloqueio de bens e prisão preventiva.
Parlamentares do PT e PSOL intensificaram, após o segundo turno das eleições de 2026, a apresentação de pedidos judiciais contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e outras lideranças da direita. As ações incluem solicitações de apreensão de passaportes, bloqueio de bens e contas bancárias, prisão preventiva e inclusão de Flávio na Difusão Vermelha da Interpol. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) também foi alvo de pedido para retenção de passaporte.
Flávio Bolsonaro viajou aos Estados Unidos com sua família, alegando em carta que existe uma “caça às bruxas politicamente motivada” no Brasil. Ele afirmou que permanecer no país o tornaria “refém e objeto de chantagem para proteger os juízes corruptos da Suprema Corte do impeachment”.
Essas ações ocorreram após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a entrega dos passaportes de Flávio à Polícia Federal (PF) e proibir sua saída do país. Com a viagem confirmada, parlamentares de esquerda apresentaram novos pedidos de restrições pessoais e patrimoniais.
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) pediu a apreensão dos passaportes de Flávio e solicitou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) avaliasse a proibição de saída do país. O PT também apresentou pedidos de bloqueio de bens no valor de até R$ 6 bilhões, prisão preventiva do senador e sua inclusão na lista da Interpol, alegando risco de fuga e descumprimento de ordem judicial, embora o processo esteja sob sigilo e a Polícia Federal tenha afirmado que Flávio não é foragido.
O contexto político inclui declarações do presidente Lula e aliados sobre a previsão de investigações e prisões relacionadas a lideranças da direita após o fim do mandato parlamentar, destacando a polarização vigente.
Especialistas ouvidos pela Gazeta do Povo destacam que essas iniciativas refletem a disputa por narrativas políticas, podendo tanto fortalecer acusações como ampliar a percepção de perseguição por parte das lideranças da direita. A legalidade e a adequação das solicitações feitas por parlamentares são questionadas, ressaltando que ações judiciais devem observar critérios legais específicos.
Além de Flávio Bolsonaro, o deputado federal Nikolas Ferreira também teve pedido para apreensão do passaporte apresentado, motivado por suposta injúria contra o presidente Lula em 2024. Parlamentares analisam individualmente os casos, reconhecendo que as circunstâncias e condutas podem ser distintas.
O cenário político permanece marcado pela polarização intensa, com ações judiciais e declarações públicas que mantêm o foco na disputa entre os grupos políticos, limitando o espaço para outras pautas como economia, segurança e serviços públicos.
Fonte: gazetadopovo.com.br










