Zhang Yiming alcança US$ 100 bilhões impulsionado pelo crescimento da inteligência artificial

Zhang Yiming, fundador da ByteDance, recupera a liderança entre os bilionários chineses com patrimônio avaliado em US$ 100 bilhões, impulsionado pelo avanço da inteligência artificial.
O empresário Zhang Yiming, fundador da ByteDance, retomou o primeiro lugar na lista dos bilionários mais ricos da China, segundo o Instituto de Pesquisa Hurun, divulgado em 29 de outubro de 2024. Seu patrimônio foi avaliado em US$ 100 bilhões, representando um aumento de 43% em relação ao ano anterior, atribuído principalmente ao crescimento da inteligência artificial (IA).
Segundo Rupert Hoogewerf, presidente do Hurun Report, o assistente de IA Doubao, da ByteDance, é o mais utilizado na China, o que contribui para o desempenho da empresa e a valorização de Zhang. A ByteDance é também proprietária das plataformas de vídeos curtos Douyin e TikTok.
A pesquisa anual do Instituto Hurun revelou um recorde de 1.529 pessoas com patrimônio superior a 5 bilhões de yuans (aproximadamente US$ 750 milhões), aumento de 6,6% em relação ao ano anterior. O número total de bilionários na China, medido em dólares, subiu para 1.176, um crescimento de 155 pessoas, superando os Estados Unidos em 176 bilionários.
O ranking aponta que setores de alta tecnologia, como inteligência artificial, semicondutores e robótica, registraram ganhos significativos. Em contrapartida, áreas tradicionais como consumo, imobiliário e manufatura apresentaram retração no patrimônio de seus empreendedores.
Outras posições na lista destacam Zhong Shanshan, do setor de água engarrafada, em segundo lugar com US$ 61 bilhões, e Robin Zeng, presidente da CATL, fabricante líder mundial de baterias para veículos elétricos, em terceiro. Novos nomes na lista incluem Liang Wenfeng, fundador da startup de IA DeepSeek, que ocupou a sétima posição, e Chen Tianshi, presidente da fabricante de chips Cambricon, em décimo.
Rupert Hoogewerf também apontou que Lei Jun, presidente da Xiaomi, foi o maior perdedor da lista deste ano, com seu patrimônio reduzido pela metade, para US$ 25,1 bilhões, refletindo desafios no setor de eletrônicos de consumo inteligente.









