Presidente do PCO declara que STF exerce ditadura e relaciona ação contra senador a jogo político

Rui Costa Pimenta, presidente do PCO, afirmou que o ministro Alexandre de Moraes persegue politicamente o senador Flávio Bolsonaro e criticou o STF, classificando a Corte como ditadura.
O presidente nacional do Partido da Causa Operária (PCO), Rui Costa Pimenta, afirmou em entrevista que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, realiza uma perseguição política contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A declaração foi dada durante o programa Análise da 3ª, da Rádio Causa Operária, após Moraes determinar que Flávio entregasse seus passaportes à Polícia Federal e proibisse o senador de deixar o país.
Rui Pimenta classificou as ações do ministro como parte de um jogo de poder, ressaltando que Flávio Bolsonaro teve quase 60 milhões de votos no segundo turno e conquistou bancadas expressivas no Congresso, o que lhe daria força para articular o impeachment de ministros do Supremo. Segundo ele, isso motivaria a perseguição judicial.
Além disso, o dirigente do PCO criticou o Supremo Federal, afirmando que a Corte exerce uma ditadura no Brasil. Pimenta justificou a orientação do partido para votar nulo no segundo turno presidencial, disputado entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, associando a decisão à postura do STF e ao apoio do PT à Corte. Ele apontou que a aliança entre o PT e Moraes dificulta a crítica do partido às decisões do Supremo.
A decisão de Moraes que motivou as declarações de Pimenta integra uma série de medidas judiciais contra integrantes da família Bolsonaro, incluindo restrições impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e investigações contra Eduardo Bolsonaro. Essas ações têm ocorrido desde 2025 e envolvem desde buscas domiciliares até prisões preventivas e suspensão de direitos políticos.
Contexto das medidas contra a família Bolsonaro
Em julho de 2025, Moraes determinou buscas na residência de Jair Bolsonaro, além de medidas como uso de tornozeleira eletrônica e restrições a redes sociais. Em novembro daquele ano, decretou a prisão preventiva do ex-presidente. Em 2026, ações contra Flávio Bolsonaro incluíram restrições a visitas e suspensão de passaportes. Eduardo Bolsonaro também foi alvo de investigações e condenações relacionadas a coação e declarações públicas.
Repercussão política
As medidas judiciais que envolvem o senador Flávio Bolsonaro têm provocado debates políticos e críticas de aliados, que apontam para uma suposta perseguição política por parte do STF. O PCO, por meio de Rui Pimenta, é uma das vozes que expressam esse posicionamento, reforçando a narrativa de conflito entre o Legislativo e a Corte Suprema.
Fonte: gazetadopovo.com.br










