Senador não entregou passaporte ao STF e está com paradeiro desconhecido, enquanto aliados apontam perseguição política

Aliados do senador Flávio Bolsonaro em Minas Gerais criticam determinação do STF para entrega de passaporte e apoiam saída do parlamentar do país sob investigação da Polícia Federal.
A Polícia Federal (PF) investiga a saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil para a Argentina e, posteriormente, para os Estados Unidos, conforme apuração em curso. O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que o parlamentar entregasse seu passaporte até o dia 27 de outubro, medida que não foi cumprida, mantendo seu paradeiro desconhecido.
Aliados do senador em Minas Gerais manifestaram apoio a Flávio Bolsonaro e criticaram a decisão judicial. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) usou as redes sociais para sugerir que a saída do senador demonstra falta de segurança para quem se opõe ao atual governo. Ferreira também pediu maturidade e responsabilidade ao Congresso para tratar de reordenamento institucional e cobrou do governo reeleito medidas que promovam pacificação e segurança jurídica.
O presidente do PL em Minas Gerais e deputado federal Zé Vitor (PL) afirmou que há uma “caça aos que pensam diferente” e destacou a necessidade de gestos para pacificação do país. O vereador de Belo Horizonte, Vile Santos (PL), afirmou que a prisão de Flávio Bolsonaro poderia ter sido usada para evitar processo de impeachment no Senado e justificou a saída do senador do país como uma reação legítima à situação.
As manifestações ocorrem em meio ao contexto eleitoral e político nacional, com investigações e decisões judiciais envolvendo integrantes do Partido Liberal (PL). A situação do senador segue sem confirmações oficiais sobre seu local atual, e as apurações continuam sob responsabilidade da Polícia Federal.









