Aldo Rebelo e Roberto Mangabeira Unger discutem soberania e políticas com senador em reunião reservada

Aldo Rebelo e Roberto Mangabeira Unger, ex-ministros dos governos Lula e Dilma, manifestaram apoio a Flávio Bolsonaro para o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) recebeu o apoio formal de dois ex-ministros dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff: Aldo Rebelo (DC) e Roberto Mangabeira Unger. A declaração ocorreu em reunião reservada na quarta-feira (21.out.2026), em São Paulo, a poucos dias do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para o domingo (25.out).
Aldo Rebelo, que já foi presidente da Câmara dos Deputados e ministro em várias pastas durante os governos petistas, participou da conversa a convite do senador Flávio Bolsonaro, realizada no aeroporto de Jundiaí (SP). Durante cerca de uma hora, eles debateram temas como crescimento econômico, Amazônia, defesa nacional e política externa. Aldo afirmou que Flávio Bolsonaro se comprometeu a considerar as ideias apresentadas.
O ex-ministro descartou qualquer negociação de cargos no governo do PL e negou ter recebido convite para assumir o Ministério do Meio Ambiente em um eventual governo liderado por Bolsonaro.
Roberto Mangabeira Unger, professor de direito em Harvard e ex-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos nos governos Lula e Dilma, também formalizou apoio ao senador.
Além deles, o professor de filosofia Gustavo Castañon, da Universidade Federal de Juiz de Fora, esteve no aeroporto e destacou a busca por compromissos sobre soberania nacional como motivação para o apoio. Castañon ressaltou que sua adesão se dá pela oposição ao PT, embora não se considere bolsonarista. Ele recentemente deixou o PDT e afirmou que não fala em nome do ex-governador Ciro Gomes, que ainda não declarou voto para o segundo turno.
Adesão e contexto político
- Aldo Rebelo havia coordenado a campanha de Ronaldo Caiado (PSD) e defendia alternativa à polarização política antes da adesão a Flávio Bolsonaro.
- A reunião em São Paulo reforça a articulação do senador para o segundo turno contra Lula.
- O debate sobre soberania e autonomia em relação a potências estrangeiras foi central na conversa, conforme relato de Gustavo Castañon.
O encontro demonstra um movimento de apoio de figuras que integraram governos petistas, mas que agora se posicionam ao lado do candidato do PL no segundo turno, sinalizando a complexidade das alianças políticas para as eleições de 2026.










