A inauguração da Arena Crefisa Barueri marca um novo capítulo no cenário dos naming rights no futebol brasileiro. Com este acordo, o país atinge a marca de 11 estádios com nomes atrelados a marcas, impulsionando o investimento total para além da casa dos R$ 2 bilhões. A tendência, que se consolida, demonstra uma nova mentalidade comercial por parte dos clubes.
Em 2023, a Arena Barueri se tornou a segunda casa do Palmeiras, após a Crefipar, empresa de Leila Pereira, garantir o direito de administrar o estádio por 30 anos. Um investimento de R$ 500 milhões está previsto para o período, com R$ 70 milhões já aplicados na reforma, incluindo a instalação de gramado sintético. Os valores refletem o potencial de parcerias estratégicas entre clubes e empresas.
É importante notar que os valores de contratos como Allianz Parque e Neo Química Arena são ajustados anualmente. Casos como o da Vila Belmiro, que chegou a negociar com a Viva Sorte, mas rompeu o contrato devido à construção de um novo estádio pela WTorre, exemplificam a dinâmica do mercado. O Corinthians também busca um novo parceiro para substituir a Neo Química, o que demandará um custo de rescisão de cerca de R$ 50 milhões.
Ivan Martinho, professor de marketing da ESPM, ressalta a importância da compreensão dos benefícios mútuos dessas parcerias. “É necessário que os clubes e empresas compreendam os benefícios que as parcerias podem render. Os estádios são patrimônios do esporte e a comercialização dos naming rights representa uma boa parte da receita explorada pelos clubes”, afirma.
Embora apenas duas arenas tenham contratos de naming rights com empresas do ramo de apostas, o investimento total das bets no futebol brasileiro neste ano alcança a cifra de R$ 1,3 bilhão. Joaquim Lo Prete, da Absolut Sport, destaca a crescente capacidade dos clubes em explorar comercialmente essas oportunidades. “O fato de as equipes deixarem de relutar em mudar o nome dos estádios em nome da tradição também é um fator que expressa uma nova mentalidade comercial”, completa.
O contrato mais antigo em vigor é o do Palmeiras com a Allianz, datado de 2013. Sérgio Schildt, presidente da Recoma, enfatiza que a modernização dos estádios e a oferta de novas opções de entretenimento atraem um público mais amplo. “Com a modernização, ir ao estádio deixou de ser apenas para assistir a uma partida de futebol, mas passou a ser também um programa mais amplo e que pode atender toda a família”, finaliza Schildt, ilustrando o impacto positivo dos naming rights no desenvolvimento do esporte.
Fonte: http://www.oliberal.com





