Víctor Manuel Cairo Palomo agradece auxílio humanitário do governo Lula a Cuba

Embaixador cubano afirma que relação histórica entre Brasil e Cuba deve se manter estável após eleições, e agradece governo Lula por apoio humanitário recente.
O embaixador de Cuba no Brasil, Víctor Manuel Cairo Palomo, afirmou em entrevista ao Metrópoles que a relação entre Brasil e Cuba, marcada por vínculos históricos e culturais, deve continuar estável independentemente do resultado das próximas eleições brasileiras. Questionado sobre a possibilidade de mudança na postura do Brasil caso Flávio Bolsonaro assuma o governo, Palomo destacou que essa é uma pergunta hipotética e que a relação bilateral é mais forte que questões ideológicas ou mudanças governamentais.
O diplomata ressaltou que o processo eleitoral brasileiro é uma decisão soberana do povo do país e que Cuba respeita essa dinâmica. Ele também mencionou que, apesar de eventuais turbulências recentes, como a diminuição do nível diplomático nas relações durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, os laços entre os países permanecem históricos.
Palomo agradeceu ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo envio de ajuda humanitária, especificamente 48 toneladas de leite em pó enviadas em agosto para Cuba, país que enfrenta desafios decorrentes do embargo econômico imposto pelos Estados Unidos desde 1962. Segundo o embaixador, o embargo gera uma crise humanitária que afeta toda a população cubana, configurando um castigo coletivo. Ele destacou ainda que a ajuda a Cuba também vem de outros países da região e da população civil brasileira que, em viagens ao país, leva doações de medicamentos e alimentos.
A reportagem apurou que um novo envio de ajuda humanitária, com cargas de arroz e feijão, está previsto para formalização em novembro, dependendo da organização logística para transporte marítimo até a ilha.
O governo brasileiro mantém tradicionalmente uma postura contrária a embargos unilaterais e defende sanções internacionais aprovadas pelo Conselho de Segurança da ONU. Essa posição tem sido refletida no apoio humanitário a Cuba, que enfrenta limitações econômicas e sociais agravadas pelo embargo americano e dificuldades internas, como apagões e desabastecimento de insumos básicos.
Relações bilaterais e contexto político
A entrevista evidencia o esforço diplomático de manter a relação entre Brasil e Cuba estável e respeitosa, independentemente das transformações políticas brasileiras. Ressalta também o papel do Brasil no apoio humanitário à ilha caribenha, contrariando medidas de isolamento econômico impostas por terceiros.
Ajuda humanitária e próximos passos
O reconhecimento do governo cubano sobre a contribuição brasileira reforça o compromisso do Brasil em ações humanitárias na região, com novas remessas planejadas para os próximos meses, ampliando a cooperação e o suporte à população cubana.
Fonte: metropoles.com





