Sessão na Câmara municipal trouxe confronto sobre gastos públicos, programas sociais e prioridades governamentais

Vereadores de Curitiba trocaram opiniões sobre os planos de Lula e Flávio Bolsonaro para o governo federal, destacando cortes orçamentários, programas sociais e prioridades econômicas.
A sessão da Câmara Municipal de Curitiba na terça-feira (13) promoveu um debate entre vereadores sobre as propostas dos candidatos à Presidência da República, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Os parlamentares discutiram temas como cortes no orçamento público, programas sociais, economia e prioridades para o próximo governo federal.
A vereadora Vanda de Assis (PT) expressou preocupação com a redução de investimentos federais em setores como saúde, educação e habitação, citando a possibilidade de cortes de R$ 250 bilhões que poderiam afetar programas como Farmácia Popular e Minha Casa, Minha Vida. Ela associou essas medidas às políticas econômicas do governo anterior.
Em resposta, o vereador Guilherme Kilter (Novo) defendeu as propostas de Flávio Bolsonaro, destacando a redução do número de ministérios, corte de custos administrativos e combate à corrupção. Kilter contestou as informações sobre cortes específicos nos programas sociais e ressaltou que a diminuição de despesas pode otimizar o uso dos recursos públicos. Ele também mencionou contingenciamentos orçamentários do governo atual e defendeu o controle das contas para garantir serviços essenciais.
O vereador Pier Petruzziello (PP) anunciou apoio ao candidato Flávio Bolsonaro no segundo turno, destacando que sua escolha é uma alternativa ao PT, embora não se identifique como bolsonarista. Petruzziello também criticou associações entre oposição a Lula e posições extremistas, além de questionar resultados do governo federal em áreas como combate à pobreza e proteção ambiental. Ele reafirmou o apoio ao Sistema Único de Saúde (SUS) e condenou atos que causaram danos ao patrimônio público.
Já a Professora Angela (PSOL) afirmou apoio a Lula, salientando que isso não implica concordância total com o governo atual, mas sim oposição ao retorno do bolsonarismo. Ela reconheceu problemas sociais como a população em situação de rua e criticou a administração anterior em relação à pandemia, valorização salarial e educação. A vereadora também questionou posições divergentes dentro da Câmara sobre manifestações públicas e anistias relacionadas a eventos recentes, e destacou a mobilização estudantil contra o bolsonarismo, expressando confiança em reversão do resultado eleitoral no segundo turno.
O debate na Câmara de Curitiba refletiu as divergências sobre políticas econômicas e sociais em pauta nas eleições presidenciais, antecipando o segundo turno marcado para 25 de outubro.
Fonte: xvcuritiba.com.br










