Ataques russos a instalações de energia ocorrem após proposta inesperada de cessar-fogo do presidente dos EUA

Rússia realiza ataques a instalações de energia na Ucrânia mesmo após anúncio de cessar-fogo feito por Donald Trump, gerando tensão e críticas de Kiev e aliados europeus.
A madrugada desta segunda-feira foi marcada por uma série de ataques russos a alvos do setor de energia na Ucrânia, resultando em mortes e dezenas de feridos, segundo informações das autoridades ucranianas. Os ataques ocorreram mesmo após o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre um acordo de cessar-fogo entre Kiev e Moscou para não atacar sistemas energéticos um do outro.
Trump surpreendeu aliados europeus e a Ucrânia ao revelar que os dois países haviam concordado em suspender ataques a infraestruturas energéticas, além de anunciar um acordo para compra de diesel da Rússia e sugerir a substituição do presidente ucraniano Volodymyr Zelenskiy nas próximas eleições.
O presidente Zelenskiy afirmou que tomou conhecimento do cessar-fogo apenas pela mídia e denunciou as violações russas com ataques a instalações de produção de gás e postos de gasolina. Ele ressaltou que a Ucrânia não realizou ataques a refinarias russas durante a madrugada e condicionou a suspensão de sua ofensiva ao fim dos ataques russos em seu território.
A União Europeia aprovou seu maior pacote de sanções desde 2022, reforçando a pressão sobre Moscou. Já o Kremlin, por meio do porta-voz Dmitry Peskov, indicou que as negociações continuam, mas rejeitou a proposta ucraniana de cessar-fogo total por 60 dias.
Em Kharkiv, a segunda maior cidade ucraniana, equipes de resgate trabalham para localizar vítimas sob os escombros de prédios atingidos pelos ataques, enquanto autoridades locais confirmam mortes e feridos nos incidentes recentes.
O anúncio de Trump sobre o cessar-fogo no setor energético ocorre em meio à escalada dos preços dos combustíveis nos EUA, agravada pela guerra, e a crescente impaciência do presidente norte-americano com os ataques ucranianos a refinarias russas. Fontes indicam que os EUA ameaçaram reduzir o compartilhamento de inteligência e o fornecimento de armas à Ucrânia caso os ataques continuem.
Contexto da escalada
Desde o início da invasão russa em 2022, a Ucrânia tem intensificado ataques a alvos estratégicos russos, respondendo a campanhas russas para interromper o fornecimento de energia no país, especialmente no inverno. A recente proposta de cessar-fogo no setor energético tenta reduzir danos à infraestrutura crítica, mas sua efetividade ainda é incerta devido à continuidade dos ataques.
Reações internacionais
Aliados europeus da Ucrânia demonstraram ceticismo quanto ao cessar-fogo e enfatizaram a necessidade de manter a pressão sobre Moscou. A aprovação do novo pacote de sanções pela UE reforça o compromisso internacional de responder à ofensiva russa.
Desdobramentos
O desfecho das negociações e a reação russa ao cessar-fogo proposto seguem como pontos cruciais para a evolução do conflito. A Ucrânia sinalizou disposição para retomar eleições suspensas caso um cessar-fogo total seja implementado, enquanto o Kremlin mantém postura negociadora, mas sem aceitar trégua por 60 dias.









