Jaime Gilinski obtém controle em produtora GeoPark via contrato de petróleo na Venezuela

O bilionário colombiano Jaime Gilinski firmou contrato para operar campo petrolífero na Venezuela e deve receber US$ 500 milhões em participação na GeoPark, produtora de petróleo latino-americana.
Jaime Gilinski, o bilionário colombiano e maior investidor do país, está prestes a controlar uma das maiores produtoras de petróleo bruto da América Latina, após firmar um contrato para explorar o campo petrolífero de Bare, na Venezuela. O acordo, avaliado em US$ 500 milhões, foi concretizado com a GeoPark Ltd., empresa da qual Gilinski passará a ser acionista majoritário.
O campo de Bare, situado na Bacia do Orinoco, próximo a blocos operados pela Chevron, tem potencial para ampliar sua produção diária de 11 mil para 95 mil barris de petróleo pesado. A GeoPark manterá 65% da participação no campo, enquanto a estatal venezuelana PDVSA detém o restante.
O contrato de exploração tem vigência de 25 anos e foi negociado após a obtenção de licença do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros dos Estados Unidos, facilitando a entrada de investimentos estrangeiros no setor petrolífero da Venezuela. A estratégia de Gilinski envolveu inicialmente adquirir os direitos sobre o campo Bare para posteriormente transferi-los à GeoPark em troca de ações da empresa.
A movimentação ocorre em meio à retomada do setor petrolífero venezuelano, que vem atraindo investidores e grandes empresas internacionais, como Chevron e Repsol, além de novos atores do mercado. A GeoPark, com forte presença na Colômbia, agora expande sua atuação para o território venezuelano, apostando na recuperação da produção.
O CEO da GeoPark, Felipe Bayón, afirmou que a empresa está em tratativas com a PDVSA para assegurar infraestrutura essencial para o transporte do petróleo bruto extraído. As ações da GeoPark já registraram alta significativa após o anúncio do acordo. O contrato precisa cumprir condições até dezembro para entrar em vigor, e os acionistas atuais poderão vender parte de suas ações a preços superiores aos praticados recentemente.
O negócio representa um marco na retomada econômica da Venezuela e reforça o papel de investidores latino-americanos no setor energético da região, especialmente após o afrouxamento das sanções internacionais e a mudança no cenário político local.









