Ex-senadora e nova filiada do PT sugere mudança na comunicação e pede apoio reforçado ao vice-presidente

Recém filiada ao PT, Kátia Abreu criticou a condução da campanha de reeleição de Lula, defendendo maior protagonismo do vice-presidente Alckmin em detrimento da primeira-dama Janja.
A ex-senadora Kátia Abreu, que migrou do PP para o PT em 2026, criticou publicamente a estratégia adotada pelo partido na campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante reunião do PT na noite de 6 de outubro, Abreu afirmou ser necessário “menos Janja e mais Alckmin”, referindo-se à primeira-dama Janja da Silva e ao vice-presidente Geraldo Alckmin, conforme reportado pelo jornal O Globo e confirmado à GloboNews.
Kátia Abreu destacou que o comando da campanha é formado por “paulistas sem voto”, citando nomes como o ex-ministro Fernando Haddad e candidatas ao Senado que não foram eleitas em São Paulo. Ela avaliou que a comunicação da campanha no primeiro turno foi equivocada, o que teria contribuído para que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) obtivesse votação expressiva.
Além disso, a ex-senadora enfatizou que a primeira-dama tem ocupado espaço maior do que o vice-presidente Alckmin, que tem alta popularidade nacional e deveria ter mais destaque na campanha. Essas críticas levaram a coordenação da campanha de Lula a intensificar a mobilização nas redes sociais, com reuniões envolvendo influenciadores digitais e jovens parlamentares eleitos para reforçar a presença do candidato.
No mesmo dia 7 de outubro, Kátia Abreu divulgou uma carta aberta ao eleitorado do Tocantins, estado onde coordena a campanha de Lula, conclamando os eleitores a apoiarem o presidente no segundo turno. Na carta, ressaltou a trajetória de Lula e a importância da unidade para manter as conquistas sociais dos últimos 20 anos, destacando que cada voto será fundamental para a continuidade do projeto político do PT.
A postura da ex-senadora indica um esforço interno para ajustar a estratégia da campanha no segundo turno diante da votação expressiva de Flávio Bolsonaro, que ficou atrás de Lula por pouco mais de dois milhões de votos no primeiro turno das eleições presidenciais de 2026.
Fonte: gazetadopovo.com.br










