O assassinato de Felipe dos Santos Ostemberg, ocorrido na Rua Andreara, no Jardim Tarumã, em Campo Grande, na manhã da última terça-feira (26), lança uma sombra de medo sobre a comunidade. Moradores, temendo represálias, hesitam em compartilhar informações sobre o crime, que ocorreu nas proximidades de um local apontado como ponto de uso e venda de drogas, frequentado inclusive por menores de idade.
O silêncio prevalece, mas alguns vizinhos, sob a condição de anonimato, compartilharam fragmentos de informações. “A gente via ele andando sempre sujo, mal vestido. Não parecia que morava por aqui, mas sempre estava perto da boca de fumo”, relatou uma moradora, traçando um retrato da vítima e sua aparente ligação com o local.
A violência do ataque chocou a vizinhança. Felipe foi atingido por quatro disparos nas costas e um na cabeça. “Eu ouvi um tiro e corri para dentro”, disse outra moradora, ilustrando o clima de pânico que se instaurou após os disparos.
A proximidade do crime com um ponto de drogas conhecido no bairro é um ponto central da investigação. “Se você perguntar para uma criança onde vende droga, eles sabem”, comentou um morador, evidenciando a notoriedade do local e a aparente ineficácia das autoridades em coibir o tráfico.
As primeiras informações indicam que o autor do crime seria um adolescente de 17 anos, que possuía uma rixa com a vítima. No entanto, a motivação do assassinato ainda é desconhecida, e até o momento, ninguém foi preso. A polícia segue investigando o caso em busca de mais informações e possíveis envolvidos.





