Ministro André Mendonça ordena retirada de conteúdos falsos que associam candidato à Presidência a suposta retirada do título de Padroeira do Brasil

Flávio Bolsonaro negou boatos que o associavam a plano para retirar título de padroeira de Nossa Senhora Aparecida. TSE ordenou remoção de publicações falsas nas redes sociais.
Origem do boato e reação do TSE
Na véspera do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, circulou na internet uma informação falsa que atribuía ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) a intenção de retirar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. O boato ganhou força após a exibição de um comentário em programa de TV, que não vinculava diretamente o candidato ao suposto projeto, mas foi distorcido nas redes sociais.
O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) André Mendonça determinou a remoção imediata de publicações que associavam Flávio Bolsonaro a essa alegação, classificando o conteúdo como notoriamente inverídico. Plataformas digitais como X, Facebook, Instagram, TikTok e YouTube receberam a ordem de retirar os conteúdos sob pena de multa diária de R$ 50 mil por descumprimento.
Posicionamento do candidato e equipe jurídica
Flávio Bolsonaro negou veementemente a intenção atribuída e classificou as publicações como mentira disseminada por adversários políticos. Em vídeo gravado durante agenda em Minas Gerais, afirmou respeito a todas as religiões e anunciou que sua equipe jurídica acionou o TSE para identificar e responsabilizar os autores da desinformação.
Contexto político e repercussão
O episódio ocorre em um cenário de intensa mobilização religiosa na campanha eleitoral, com candidatos buscando dialogar com diferentes segmentos do eleitorado, inclusive católicos e evangélicos. Flávio Bolsonaro tem participado de eventos religiosos, como a Romaria do Divino Pai Eterno em Goiás.
Lideranças políticas também reagiram ao episódio. O vice-presidente Geraldo Alckmin destacou que as tradições religiosas brasileiras serão preservadas enquanto estiverem no governo, e a primeira-dama Janja publicou imagem do presidente Lula segurando uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, reforçando respeito ao símbolo católico.
Histórico da proposta arquivada
O boato ganhou força ainda por associação a um projeto de lei arquivado em 2008, que propunha alterar a legislação sobre o feriado de 12 de outubro para especificar Nossa Senhora Aparecida como padroeira dos católicos apostólicos romanos, sem relação com Flávio Bolsonaro ou o PL.
Decisão judicial e impacto nas redes
Além da determinação inicial para o humorista Antonio Tabet remover postagens, a ordem do ministro Mendonça abrange qualquer conteúdo que propague a mesma alegação falsa, sem necessidade de novas decisões judiciais para cada publicação. A medida visa conter a disseminação de desinformação durante o processo eleitoral, preservando o equilíbrio e a legitimidade do pleito.
Fonte: metropoles.com








