Investigações da PF no STF apontam encontros na casa da lobista Roberta Luchsinger com múltiplos nomes do governo e setor privado

Políticos, empresários e aliados do filho do presidente Lula foram apontados em investigações da Polícia Federal como frequentadores de mansão em Brasília alugada pela lobista Roberta Luchsinger.
A mansão alugada pela lobista Roberta Luchsinger, localizada no Lago Sul, em Brasília, foi palco de encontros envolvendo políticos, empresários e nomes próximos a Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A informação consta em investigações da Polícia Federal conduzidas em três inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF).Entre os visitantes identificados estão ministros como Alexandre Padilha (Saúde), Wellington Dias (Desenvolvimento) e Frederico Siqueira (Comunicações), além de empresários como Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e os irmãos Kalil e Fernando Bittar. Também figuram ex-assessor presidencial Marco Aurélio Santana, conhecido como Marcola, e o chefe adjunto do gabinete presidencial Swedenberger Barbosa, o Berger.As investigações analisam relatos de funcionários, mensagens e registros para determinar a natureza dos encontros na residência. A defesa de Lulinha confirmou que ele visitava a casa, mas negou que o local fosse utilizado para reuniões comerciais.A apuração busca cruzar dados que envolvem visitas sociais, contatos por aplicativos e agendas oficiais em órgãos públicos entre 2023 e 2025. A lobista Roberta também teria participado de projetos ligados à venda de medicamentos à base de canábis, envolvendo representantes do Ministério da Saúde. O Ministério da Saúde afirmou que não participou de negociações e que tais medicamentos não fazem parte do sistema público.O presidente Lula declarou recentemente que não conhece a lobista e negou oferenda de cargos a ela, embora fotos e diálogos interceptados pela PF indiquem contatos entre ambos. A defesa de Lulinha ressalta que a amizade com Roberta não configura irregularidade e que está disponível para esclarecimentos.A residência, descrita como de alto padrão, funcionava como ponto de encontro frequente, com circulação constante de visitantes e utilização como local de hospedagem pelo filho do presidente. Ex-funcionários colaboraram para reconstruir a movimentação no local.A investigação ainda tenta esclarecer se os encontros tinham caráter social ou se envolveram intermediação de interesses e facilitações junto ao poder público. Desde o início das apurações, a frequência na mansão diminuiu. Roberta Luchsinger foi alvo de operação da PF, com apreensão de documentos e aparelhos, enquanto ela alega ser alvo de ataques.
Fonte: gazetadopovo.com.br










