Senador utiliza investigação envolvendo STF para atacar Alexandre de Moraes e PGR Paulo Gonet

Flávio Bolsonaro tem usado a crise do Banco Master e investigações envolvendo o STF para direcionar ataques políticos contra ministros e o PGR, enquanto é investigado em frente relacionada ao filme Dark Horse.
A crise envolvendo o Banco Master e o Supremo Tribunal Federal (STF) tem ocupado papel central na campanha eleitoral de Flávio Bolsonaro (PL), que vem explorando o tema para direcionar críticas políticas, apesar de estar sob investigação relacionada ao caso por meio do financiamento do filme Dark Horse.
Investigações da Polícia Federal apuram contratos e relações pessoais entre o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e integrantes do STF. Ao menos seis ministros são citados no inquérito: Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Kassio Nunes Marques, Gilmar Mendes, Luiz Fux e André Mendonça.
Flávio Bolsonaro é investigado em uma frente ligada à produção do filme Dark Horse, que recebeu recursos de Vorcaro, conforme documentos da Operação Compliance Zero. Áudios revelados indicam que o senador teria solicitado valores que poderiam chegar a R$ 134 milhões.
Apesar das investigações, o senador tem focado seu discurso eleitoral nas suspeitas envolvendo o Banco Master e conflitos internos do STF. Em suas redes sociais, atacou o ministro Alexandre de Moraes, citando vídeo em que Moraes e sua esposa aparecem desembarcando de um jatinho ligado a Vorcaro, e criticou o procurador-geral da República, Paulo Gonet, após divulgação de foto ao lado do banqueiro.
Essas críticas ocorrem em meio à tensão institucional e disputas entre ministros do STF, desencadeadas pela divulgação de mensagens extraídas do celular de Vorcaro. A investigação busca esclarecer se contratos e relações pessoais teriam sido usados para obter influência ou benefícios para o banqueiro e suas empresas.
Na campanha, Flávio tem tentado transformar a crise em agenda política contra o Supremo, incluindo declarações de que indicaria ministros para o STF e mobilizações para manifestações em 7 de setembro. Essa estratégia busca deslocar o centro do debate para a crise no Judiciário e associar adversários políticos, como o presidente Lula, ao caso.
Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg aponta que 41,2% dos eleitores associam o caso a aliados de Bolsonaro, enquanto 40,2% relacionam a aliados de Lula. Quanto ao impacto eleitoral, 49,5% acreditam que a crise prejudica mais Lula, contra 20,9% que veem maior impacto em Flávio Bolsonaro.
O caso Master segue como tema relevante na disputa eleitoral, com potencial de mobilizar eleitores e influenciar a narrativa política até o primeiro turno, marcado para as próximas semanas.










