Discriminação e ameaças são os principais relatos, plataforma intensifica apoio jurídico e psicológico

Entre janeiro e julho, iFood recebeu 1.188 denúncias de violência contra entregadores, média de 5,6 casos diários, com foco em discriminação e ameaça. Plataforma adotou políticas de apoio jurídico e psicológico.
O iFood divulgou que, de janeiro a julho de 2025, foram registrados 1.188 casos de violência contra seus entregadores, o que equivale a uma média de 5,6 ocorrências diárias. Os relatos mais frequentes envolvem discriminação e ameaças, que representam três quartos dos casos com motivação identificada, seguido por agressões físicas, que correspondem a aproximadamente 25% das denúncias. Algumas queixas incluem múltiplos tipos de violência.
Ocorreram episódios de destaque, como agressões verbais e físicas em diferentes estados, incluindo São Paulo, Fortaleza e Goiânia, que motivaram sanções por parte da plataforma, totalizando 1,6 mil medidas contra clientes e estabelecimentos durante o período.
A plataforma implementou uma Política de Combate à Discriminação e Violência, oferecendo apoio jurídico e psicológico gratuito aos entregadores afetados. Segundo Johnny Borges, diretor de Impacto Social do iFood, o objetivo é garantir suporte aos trabalhadores e ampliar a conscientização da sociedade para a redução dessas ocorrências.
Outras empresas do segmento, como 99 Food e Keeta, também afirmam adotar postura de tolerância zero frente a denúncias de violência, mantendo centrais de atendimento 24 horas para suporte, investigação dos casos e aplicação de medidas cabíveis.
De acordo com dados do IBGE de 2025, o Brasil conta com 1,959 milhão de trabalhadores por aplicativo, sendo 585 mil atuantes na entrega de alimentos e produtos, com 376 mil identificados especificamente como entregadores.
Esses números refletem desafios enfrentados pela categoria, que vem protagonizando mobilizações por melhores condições de trabalho e políticas de proteção. A atuação das plataformas visa reduzir incidentes e garantir ambientes mais seguros para esses profissionais.
Fonte: metropoles.com










