Ministro André Mendonça assume caso sobre esquema de propina em Furnas

Investigação da Lava Jato que aponta Eduardo Cunha como destinatário final de propina em esquema envolvendo Furnas foi encaminhada ao ministro do STF André Mendonça.
A investigação da operação Lava Jato que apura esquema de propina envolvendo contratos na Furnas Centrais Elétricas e aponta o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (Republicanos) como destinatário final dos valores foi distribuída nesta quinta-feira (17) ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.
Segundo delações premiadas, o doleiro Benjamin Katz negociava e recebia propina, que Cunha distribuía a seu grupo político. A investigação também relata retaliação contra a empresa Engevix Engenharia por não ter atendido exigências de pagamento, afetando contratos que somavam R$ 177 milhões com Furnas.
Além disso, documentos indicam que Katz ordenou envio de US$ 2 milhões da Odebrecht e US$ 650 mil de outros clientes para contas nas Ilhas Cayman por meio de sistema clandestino conhecido como “dólar-cabo”.
Em 2019, a força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro abriu nova frente para aprofundar as suspeitas. Em julho de 2022, o procurador Rodrigo Golívio Pereira declinou da investigação, considerando que, por envolver Furnas, uma sociedade de economia mista, a Justiça Federal não teria competência, remetendo o caso ao Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).
Em maio de 2026, o juiz Renan de Freitas Ongaratto determinou o envio da investigação ao STF, considerando que os fatos teriam ocorrido durante mandato de deputado federal, o que garante foro privilegiado, conforme novo entendimento da Corte. A remessa ao STF ocorreu em 28 de agosto.
O ex-deputado Eduardo Cunha nega as acusações e desafia a apresentação de provas que o liguem às supostas irregularidades.
A Gazeta do Povo tentou contato com a defesa de Cunha, que não se manifestou até o momento. O espaço permanece aberto para posicionamentos.
Fonte: gazetadopovo.com.br









