Karina da Gama rejeita acusações de delação e esclarece origem dos recursos do filme

Karina da Gama, produtora do filme Dark Horse sobre Jair Bolsonaro, afirma que investigações têm viés político e nega ligação financeira direta com banqueiro Daniel Vorcaro.
A produtora Karina da Gama, responsável pela cinebiografia Dark Horse sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou em entrevista à CNN Brasil que as investigações sobre o caso têm sido politizadas. Ela rejeitou as pressões para delatar e negou envolvimento em irregularidades ou participação em esquemas ilícitos.
Karina esclareceu que não teve relação direta com o banqueiro Daniel Vorcaro, apontado em delação como suposto financiador indireto do filme. Segundo a produtora, ela acreditava que o investimento inicial veio do fundo Havengate, originalmente focado em imóveis no Texas, e que não houve repasses financeiros diretos de Vorcaro à produtora.
O caso está sob relatoria do ministro Flávio Dino no Supremo Tribunal Federal (STF), que retirou sigilo de elementos da investigação e autorizou quebras de sigilo para apurar a origem dos recursos. A investigação começou na Polícia Civil de São Paulo, relacionada a suspeitas de fraude em contratos do Instituto Conhecer Brasil (ICB), presidido por Karina, com a prefeitura paulistana para fornecimento de internet Wi-Fi.
O ICB recebeu R$ 2 milhões em emendas parlamentares do deputado federal Mario Frias (PL-SP) para desenvolver projetos sociais como Lutando pela Vida e Jovem Empreendedor. A produtora afirmou que esses recursos não foram destinados à produção do filme, negando que o Dark Horse tenha qualquer financiamento público direto.
Karina reafirmou que “Dark Horse não tem emenda” e insistiu que sua atuação foi no campo cultural e social, sem participação em esquemas criminosos, posicionando-se contrária à delação, dizendo que não tem como incriminar terceiros, ressaltando que a obra é um projeto cultural e social.
Fonte: gazetadopovo.com.br









