Candidato da terceira via condiciona apoio a Flávio e rejeita aliança com Lula, num cenário de empate técnico nas pesquisas

O crescimento nas pesquisas de Augusto Cury coloca o candidato da terceira via no centro da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro para o segundo turno das eleições 2026.
Augusto Cury, candidato do Avante, tem registrado crescimento nas pesquisas eleitorais para as eleições presidenciais de 2026, tornando-se uma figura central na disputa pelo segundo turno. Esse avanço provocou uma aproximação tanto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto do senador Flávio Bolsonaro (PL), que buscam seu apoio para a etapa final da eleição.
Cury declarou que não apoiará Lula e condicionou seu possível apoio a Flávio Bolsonaro à comprovação da inocência do senador em relação a um suposto desvio de recursos destinados à produção do filme Dark Horse, além do compromisso com o plano de governo do candidato do PL.
As últimas pesquisas indicam um cenário de empate técnico no segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. Na pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, Lula mantém 43% no primeiro turno contra 37,4% de Flávio, porém o cenário se inverte na simulação do segundo turno, com 46,4% para Flávio e 46,2% para Lula. Já na pesquisa BTG/Nexus, Lula tem 39% e Flávio 35% no primeiro turno, com Cury aparecendo com 9%. No segundo turno, Flávio alcança 46% contra 45% de Lula.
O crescimento de Cury faz dele uma ‘reserva de votos’ disputada, e a maior parte dessa reserva tende a favorecer Flávio Bolsonaro, dado o posicionamento mais à direita dos candidatos da terceira via. Contudo, especialistas ressaltam que o apoio de Cury não garante a transferência automática de seus eleitores para Flávio.
Além de Cury, outros candidatos da terceira via como Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) também possuem eleitorado que pode ser decisivo no segundo turno, mas a transferência desses votos não é garantida.
Outro fator que complica a campanha de Lula é a alta rejeição dos candidatos principais e a possibilidade de abstenção, principalmente entre eleitores de menor renda e de regiões com disputas estaduais já definidas. Isso requer uma mobilização intensa da base petista e esforços para conquistar eleitores menos fiéis.
A disputa promete ser acirrada, com Lula precisando ampliar sua vantagem do primeiro turno para superar a marca de 50% dos votos válidos no segundo, enquanto Flávio Bolsonaro conta com o crescimento de sua base e o apoio potencial da terceira via para tentar ultrapassar o presidente atual.
Pesquisa e cenário eleitoral
- Lula lidera o primeiro turno, mas perde vantagem no segundo turno para Flávio Bolsonaro em pesquisas recentes.
- Augusto Cury desponta como força da terceira via, condicionando apoio a Flávio e descartando aliança com Lula.
- Candidatos da terceira via têm eleitorado decisivo, mas sem garantia de transferência direta de votos.
Desafios para Lula
- Necessidade de mobilizar base e conquistar eleitores fora de seu núcleo.
- Alto índice de rejeição e risco de abstenção entre seu eleitorado.
- Competição com candidatos da terceira via mais alinhados à direita.
Implicações políticas
- Eleição está em aberto com cenário de empate técnico.
- Apoios da terceira via podem definir resultado do segundo turno.
- Estratégia de campanha e posicionamento dos candidatos serão cruciais nas próximas semanas.
Fonte: metropoles.com









