Repasses do partido correspondem a 96% da arrecadação total do candidato ao Planalto

A Direção Nacional do PL destinou R$ 46,15 milhões para a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, valor que representa 96,41% da arrecadação total do candidato e é quase oito vezes superior ao total arrecadado fora de partidos pelos outros 12 presidenciáveis.
PL concentra quase totalidade da arrecadação de Flávio Bolsonaro
A Direção Nacional do Partido Liberal (PL) destinou R$ 46,15 milhões para a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. Esse valor representa 96,41% do total arrecadado pelo candidato até o momento, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) disponíveis em 11 de setembro.
Comparativo revela disparidade com demais candidatos
Esse montante é quase oito vezes superior aos R$ 5,83 milhões somados que os outros 12 candidatos à Presidência conseguiram arrecadar fora de suas legendas, considerando doações de pessoas físicas, financiamento coletivo e recursos próprios.
Detalhamento das arrecadações fora dos partidos
O candidato com maior captação fora do partido é Ronaldo Caiado (PSD), que recebeu R$ 2,525 milhões de pessoas físicas. Em seguida, aparece Renan Santos (Missão), com R$ 1,313 milhão provenientes principalmente de financiamento coletivo. Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tem a maior arrecadação total, contabiliza R$ 831,2 mil fora dos recursos partidários. Outros candidatos, como Wilson Grassi (Democrata), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo), registram arrecadações menores fora de seus partidos.
Contexto da arrecadação e atualizações
Os valores são parciais e podem sofrer alterações até o encerramento oficial das campanhas, pois o DivulgaCand do TSE é atualizado conforme envio das prestações de contas. A análise considera especificamente as receitas que não são classificadas como recursos de partido político, destacando a dependência do PL para financiar a campanha de Flávio Bolsonaro.
Dados oficiais e transparência
Este levantamento tem como base dados públicos do TSE, refletindo a dinâmica financeira das campanhas eleitorais no Brasil e evidenciando as diferenças no modelo de financiamento adotado por cada candidato e partido.
Fonte: metropoles.com









