Em resposta à suspensão das atividades de produção de petróleo no Campo de Peregrino e a consequente queda na arrecadação de royalties, o prefeito de Cabo Frio, Dr. Serginho (PL), anunciou medidas drásticas para conter despesas. A iniciativa, que tem gerado grande repercussão na cidade e na Região dos Lagos, visa economizar cerca de R$ 20 milhões até o final do ano, diante de uma previsão de perda de R$ 40 milhões em royalties.
A principal ação é a unificação de secretarias e a redução de pessoal em alguns setores da administração municipal. Segundo o prefeito, “a medida é necessária para manter os serviços públicos funcionando, aumentar a eficiência da máquina administrativa e enfrentar com responsabilidade o atual cenário de restrição orçamentária”.
O decreto municipal já oficializou a extinção de quatro secretarias: Obras (SEMOB), Gestão Territorial e Economia Azul (SEGTEA), Família e da Juventude (SEFAJUV) e Melhor Idade (SEMEI). As funções dessas pastas serão absorvidas pelas secretarias da Cidade (SECID), de Desenvolvimento Econômico (SEDECON) e de Assistência Social (SEMAS). Além disso, cargos adjuntos foram extintos ou transformados, e todos os comissionados das secretarias extintas foram exonerados. Servidores efetivos serão realocados.
As mudanças no secretariado já estão em curso. As secretarias de Obras e de Serviços Públicos agora integram a pasta da Cidade, sob o comando do vice-prefeito Miguel Alencar (União). Camila Saraiva, ex-secretária da Melhor Idade, assume a Assistência Social, incorporando também as áreas da Família e Juventude. A secretaria de Gestão Territorial e Economia Azul foi integrada à de Desenvolvimento Econômico, com Mateus Mônica permanecendo como adjunto.
Adicionalmente, o prefeito planeja reduzir as folhas de pagamento da Educação e da Saúde. Em meio às mudanças, a Secretaria de Comunicação permanece inalterada, com Paulo Becker mantendo-se à frente da pasta. A paralisação no Campo de Peregrino ocorreu após uma intervenção da ANP, que identificou a necessidade de manutenção em uma plataforma móvel, com risco de desastre ambiental. A expectativa é que o reparo seja concluído em 60 dias, permitindo a recomposição do orçamento municipal no próximo ano.
Fonte: http://odia.ig.com.br





