Operação com bancos privados aguarda aval do Tesouro Nacional para seguir plano financeiro

Correios buscam novo empréstimo de R$ 7 bilhões com bancos privados e garantia do Tesouro, parte do plano para enfrentar prejuízos bilionários e reforçar caixa.
Os Correios estão na fase final para contratar um novo empréstimo de cerca de R$ 7 bilhões, previsto para ser concluído na próxima semana. A operação é parte do plano de reestruturação financeira da empresa estatal, que enfrenta prejuízos bilionários consecutivos.
A transação está sendo estruturada com um consórcio formado por quatro bancos privados: Banco ABC, Citibank, Deutsche Bank e J.P. Morgan. O financiamento depende da aprovação do Tesouro Nacional, que atuará como garantidor da dívida.
O crédito terá prazo de pagamento de até 15 anos, incluindo um período de carência de três anos, e seu custo será atrelado a cerca de 114% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI).
Essa nova captação sucede uma operação anterior, realizada em dezembro de 2025, quando os Correios contrataram um empréstimo de R$ 12 bilhões com garantia da União. O montante foi usado para fortalecer a liquidez da empresa e cumprir compromissos como pagamento de salários e fornecedores.
Os Correios registraram prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025 e acumulam mais de R$ 5,5 bilhões em resultado negativo no primeiro semestre de 2026. O plano de recuperação financeira também envolve medidas para reduzir despesas, aumentar receitas, vendas de ativos, programas de desligamento voluntário e revisão de contratos para aprimorar o resultado operacional.
A captação integra um projeto financeiro mais amplo que previa até R$ 20 bilhões em empréstimos para a reestruturação da estatal.
Contexto financeiro dos Correios
- Prejuízo de R$ 8,5 bilhões em 2025
- Resultado negativo superior a R$ 5,5 bilhões no primeiro semestre de 2026
- Empréstimo anterior de R$ 12 bilhões contratado em dezembro de 2025
- Novo empréstimo de R$ 7 bilhões em fase final de contratação
- Garantia do Tesouro Nacional para as operações
Estratégia de recuperação
- Redução de despesas
- Aumento de receitas
- Venda de ativos
- Programas de desligamento voluntário
- Revisão de contratos
Essa operação financeira é parte do esforço para recompor o caixa e garantir a continuidade dos serviços da empresa postal pública.
Fonte: metropoles.com










