Operação da PF revela tentativa de adulteração após investigação sobre emendas suspeitas

A Polícia Federal indicou que documentos foram manipulados após a Operação WiFi Livre, que investiga fraudes em licitações ligadas ao filme Dark Horse, sendo Mario Frias um dos alvos principais. O caso envolve supostas irregularidades com emendas parlamentares e uma produtora sem experiência no setor.
A Polícia Federal indicou com firmeza que documentos relacionados à investigação do filme Dark Horse sofreram manipulação após a Operação WiFi Livre, desencadeada pela Polícia Civil de São Paulo em junho deste ano. A apuração toca diretamente nas relações obscuras entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), produtora sem histórico no setor de telecomunicações, ligada à cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL).
No despacho do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou a nova fase da operação da PF em 10 de setembro, fica claro que a adulteração documental não apenas compromete a investigação, como revela uma tentativa clara de encobrir fatos novos. “Parte relevante da prova procurada sequer existia ou não era conhecida quando da busca realizada em junho”, alerta o texto.
O novo foco da PF recai sobre o deputado federal Mario Frias (PL-SP), alvo da operação por supostamente atrasar a entrega de informações essenciais sobre emendas parlamentares suspeitas. A apuração centralizada na PF, a pedido do STF, busca evitar que documentos digitais e registros contábeis sejam ocultados ou destruídos, alimentando o receio de uma trama de manipulação para proteger os envolvidos.
Vale lembrar que a Operação WiFi Livre desvelou um esquema de fraudes em licitação da Prefeitura de São Paulo, com pagamentos antecipados e serviços não entregues, como a instalação de apenas 3.200 pontos Wi-Fi de um total prometido de 5.000, apesar do pagamento integral e aditivos contratuais suspeitos. O ICB demonstra limitações claras, atuando até então em eventos literários e religiosos, o que levanta dúvidas sobre sua capacidade de gerenciar projetos de telecomunicações.
O episódio expõe um ambiente de desgaste político, com tentativas evidentes de manipulação de provas e atraso na transparência por parte de um parlamentar ligado ao partido do presidente, aprofundando o desgaste institucional e reforçando a crise de confiança nas contas públicas.









