Homem que feriu gravemente ex-companheira no Santa Quitéria afirma ser vítima e minimiza histórico de violência

Homem que atirou contra ex-companheira dentro de salão em Curitiba tentou justificar ataque alegando ser vítima, apesar de 15 BOs e medida protetiva contra ele.
O ataque bárbaro contra a ex-companheira dentro de um salão de beleza no bairro Santa Quitéria, em Curitiba, expõe o ciclo brutal de violência doméstica e a tentativa do agressor de inverter a narrativa. O homem de 41 anos, responsável por disparar duas vezes contra a vítima no dia 25 de agosto, negou perseguição durante depoimento à Polícia Civil, alegando ser ele a vítima de um suposto golpe, enquanto a mulher vivia sob ameaça real e proteção judicial.
Negação e tentativa de justificar o injustificável
O suspeito afirmou que estava morando dentro de um carro, atribuindo sua situação ao comportamento da ex-mulher, mas se recusou a reconhecer a sequência de agressões documentadas. Em cerca de três meses, a vítima registrou 15 boletins de ocorrência e obteve medida protetiva contra ele. Mesmo assim, o homem desconsidera o histórico e insiste que encontros no bairro são meras coincidências, qualificando como “um cúmulo” a acusação de perseguição.
Ministério Público denuncia tentativa de feminicídio e stalking
Com base nas provas e relatos, o MPPR denunciou o homem por tentativa de feminicídio e perseguição majorada. Entre os dias 9 e 22 de agosto, ele teria perseguido e ameaçado a ex-companheira, rondando locais frequentados por ela e enviando mensagens intimidatórias. Chegou a ameaçar matar a mulher e o filho caso fosse preso, evidenciando o grau de perigo e desespero que o crime representa.
Ataque planejado e consequências devastadoras
Imagens de segurança registraram o momento do ataque. O agressor entrou no salão, empurrou a vítima e disparou contra ela, que sobreviveu, mas permanece com graves sequelas, sem fala nem mobilidade, além de quadro de pneumonia. Ele tentou suicídio em seguida, perdeu a visão e está preso após alta hospitalar.
Bastidores e agravantes
A mãe da vítima revelou anos de medo e ameaças contra toda a família, incluindo uma tentativa de provocar incêndio com corte na mangueira do botijão de gás. Um episódio delicado envolve o filho do casal, que teria tido relação momentânea com a ex-companheira, aumentando os conflitos. Apesar das tentativas do acusado de negar a gravidade da situação, a investigação reforça a premeditação e crueldade do crime.
Este caso é um retrato cruel da violência contra a mulher que segue desafiando o sistema e a sociedade, evidenciando a necessidade urgente de medidas eficazes para garantir proteção real e punir agressores com rigor.
Fonte: bandab.com.br










