Segurança em Pagamentos: Falhas Internas Ameaçam Operações Milionárias


Especialistas alertam que vulnerabilidades na arquitetura dos sistemas são riscos maiores que ataques externos

Segurança em Pagamentos: Falhas Internas Ameaçam Operações Milionárias
Arquitetura robusta é a base para segurança em sistemas financeiros, alerta especialista da Trio

A segurança em pagamentos vai além dos ataques externos e deve começar pela arquitetura dos sistemas, alerta a Trio, empresa especializada em tecnologia financeira. Permissões excessivas e falhas no controle de acessos podem abrir brechas críticas em operações de alto volume.

Quando a discussão sobre segurança da informação no mercado financeiro surge, o foco quase sempre é em ataques externos, invasões e golpes. Porém, para instituições que lidam com grandes volumes de pagamentos, o verdadeiro perigo pode estar dentro da própria arquitetura dos sistemas. Permissões fora do padrão, credenciais compartilhadas e controles deficientes de acesso podem permitir que um usuário aprove transações além de sua alçada ou que credenciais comprometidas sejam usadas para ações indevidas.

Eurico Nicacio, Head de Cloud, Security e IT da Trio, empresa especialista em tecnologia para pagamentos, destaca que a segurança precisa ser pensada desde o início da infraestrutura financeira. “Segurança não é camada adicional que se aplica após a operação estar ativa. Quando se trata de pagamentos em alto volume, controle de acesso, autorização e rastreabilidade devem estar integrados na arquitetura desde o começo, garantindo crescimento com controle rigoroso sobre quem pode fazer o quê”, afirma.

Na prática, isso significa que regras de segurança estão incorporadas aos fluxos de trabalho. APIs definem quais operações cada credencial pode acessar, e controles de alçada impedem pagamentos sem as devidas autorizações.

O Banco Central impõe requisitos mínimos para segurança e disponibilidade, mas, em operações B2B volumosas, as necessidades vão além: histórico auditável, webhooks autenticados, restrição de uso de credenciais e separação clara entre perfis de execução e aprovação são fundamentais.

Peterson Santos, CEO da Trio, reforça que cumprir a regulação é básico, mas operar com milhares ou milhões de transações exige resiliência para identificar e conter rapidamente qualquer atividade anormal, garantindo a continuidade do negócio.

Outro ponto crítico é a gestão de identidades: acessos nunca revisados, compartilhamento de logins e usuários ativos após desligamentos são portas abertas para vulnerabilidades. O princípio do menor privilégio é estratégia essencial para limitar riscos.

A Trio organiza perfis de usuários com alçadas específicas, gera registros rastreáveis de ações e utiliza webhooks autenticados para informar eventos aos clientes. “Não basta saber que uma transação ocorreu. É necessário identificar o responsável, o momento, as autorizações e o contexto. Isso protege a empresa, clientes e funcionários”, explica Nicacio.

Além das medidas internas, a segurança evolui com a comunidade. A Trio patrocina a BSides CWB 2026, evento internacional de segurança da informação que ocorrerá em Curitiba. Com palestras, treinamentos e competições técnicas, a iniciativa fomenta troca de conhecimentos e aprimoramento da segurança digital.

“Ninguém evolui sozinho em segurança. Novas vulnerabilidades e técnicas surgem constantemente. Apoiar eventos como a BSides fortalece a preparação contra esses desafios”, conclui Nicacio.

Criada em 2020, a Trio é instituição de pagamento regulada pelo Banco Central e focada em soluções para operações financeiras corporativas, destacando-se pela integração via APIs, gestão financeira eficiente e uso avançado do Pix. A empresa mantém presença ativa para garantir segurança e inovação em pagamentos digitais.

Fonte: xvcuritiba.com.br


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