Golpista usa imagem do técnico para aplicar fraudes financeiras em atletas do clube gaúcho

José Enamorado, atacante do Grêmio, enviou R$ 22,5 mil a golpista que se passou pelo técnico Luís Castro para um suposto projeto social. Polícia Civil do RS e RJ prendeu suspeito em operação Falso 9.
José Enamorado, atacante colombiano do Grêmio, foi vítima de um golpe financeiro que expõe fragilidades na confiança entre jogadores e supostos integrantes da comissão técnica do clube. O atleta transferiu R$ 22,5 mil a um golpista que se passou pelo técnico Luís Castro, sob o pretexto de financiar um projeto social no Rio de Janeiro. A fraude foi desbaratada na operação Falso 9, realizada pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul com apoio da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que prendeu o criminoso em flagrante na cidade de Itaperuna (RJ).
Golpista usa imagem e intimida atletas
O suspeito, que já teve passagem por categorias de base do Grêmio, usou fotos do treinador no WhatsApp para se aproximar de quatro jogadores do clube: Enamorado, Kannemann, Tetê e Dodi. Enquanto os demais desconfiaram e não avançaram na conversa, Enamorado manteve diálogo que despertou sua confiança, especialmente após elogios ao seu desempenho nos treinos e uma suposta admiração pelo seu trabalho.
Pedido de dinheiro e manipulação emocional
O golpista apresentou um falso projeto social com a justificativa de arrecadar 300 cestas básicas a R$ 75 cada, totalizando R$ 22,5 mil. Após uma tentativa inicial frustrada por limites bancários, Enamorado realizou a transferência, induzido por um cenário de pressão e expectativa, incluindo a informação de que outro atleta contribuiria com valor maior. A investida abusou da ambição do jogador reserva que almejava a titularidade, fator que pode ter facilitado o golpe.
Operação policial e desdobramentos
Além da prisão em flagrante, a polícia apreendeu munições na casa do suspeito, que já respondia a crimes semelhantes este ano. A investigação aponta que o foco do golpe eram atletas profissionais, explorando a confiança entre jogadores e comissão técnica. As Polícias Civis do RS e RJ continuam apurando se há mais vítimas e prejuízos em outras localidades.
Este caso escancara a necessidade de maior alerta e cautela no ambiente esportivo frente a fraudes que se aproveitam da boa-fé e ambição dos atletas, evidenciando também um problema institucional na segurança das interações dentro dos clubes.










