Paraná recebe reconhecimento inédito da OMS em Washington por políticas para idosos

Estado é o primeiro da América do Sul a integrar a Rede Global de Cidades e Comunidades Amigas das Pessoas Idosas.

O Paraná foi oficialmente reconhecido, nesta segunda-feira (25), pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como referência mundial em políticas públicas voltadas à população idosa. O governador Carlos Massa Ratinho Junior recebeu em Washington D.C., nos Estados Unidos, o certificado que estabelece o Estado como membro afiliado da Rede Global de Cidades e Comunidades Amigas das Pessoas Idosas, iniciativa da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS/OMS).

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Foto: Jonathan Campos/AEN

Com a conquista inédita na América do Sul, o Paraná passa a integrar um seleto grupo de países, estados e cidades que desenvolvem experiências de destaque para tornar os ambientes urbanos mais acolhedores, acessíveis e seguros para todas as idades. Até então, apenas regiões do México, Japão, Austrália e Canadá haviam recebido essa certificação.

Programas que garantiram o reconhecimento

A filiação foi viabilizada por uma série de políticas implementadas nos últimos anos. Coordenadas pela Secretaria da Mulher, Pessoa Idosa e Igualdade Racial, as ações incluem parcerias com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para qualificação de cuidadores, capacitação contínua de profissionais, fortalecimento da rede de proteção social e investimentos em moradias adaptadas.

Desde 2019, o Estado já destinou mais de R$ 150 milhões para municípios investirem em Centros de Convivência, Centros Dia, Complexos Sociais e unidades de acolhimento para a terceira idade.

Além disso, programas como o Casa Fácil Paraná Terceira Idade, que destina até R$ 80 mil de subsídio para idosos financiarem imóveis, e o Viver Mais Paraná, que cria condomínios habitacionais voltados exclusivamente para pessoas acima dos 60 anos, reforçam o pioneirismo estadual no cuidado com essa população.

Na mobilidade e integração social, destacam-se a gratuidade no transporte intermunicipal para pessoas com 65 anos ou mais, o programa Viaja Mais 60, que oferece roteiros turísticos adaptados, e os Jogos da Terceira Idade (JIIDOS), que incentivam a prática esportiva e a socialização.

Saúde e qualidade de vida

Na área da saúde, o Paraná implantou a Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa em todas as unidades estaduais. O documento funciona como um prontuário especializado, registrando informações sobre autonomia, nível de dependência e vulnerabilidade social. Profissionais da rede também recebem capacitação contínua por meio do programa Envelhecer com Saúde no Paraná, ampliando o atendimento qualificado e especializado.

Segundo a secretária de Estado da Mulher, Pessoa Idosa e Igualdade Racial, Leandre Dal Ponte, o reconhecimento internacional confirma a transformação social promovida pelo Paraná:
“Não basta apenas garantir que a população viva mais. É preciso assegurar qualidade de vida, autonomia e independência em todas as fases da vida”, afirmou.

Ineditismo e impacto internacional

O diretor da OPAS, Jarbas Barbosa, destacou o caráter inédito da conquista:
“O Paraná é agora o primeiro estado do continente a integrar a Rede Global de Cidades e Comunidades Amigas das Pessoas Idosas. É um exemplo para todo o Brasil e para outros países”, disse.

O oficial técnico da OMS para Ambientes Amigáveis aos Idosos, Thiago Herick Sá, reforçou que o Estado pode inspirar novos avanços no continente:
“É muito bom ver o Paraná caminhar nessa direção. Esse selo impulsiona outros governos a adotarem medidas semelhantes”, avaliou.

Agenda internacional

Além da cerimônia na OPAS/OMS, Ratinho Junior também tem compromissos com representantes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Citigroup, em Washington, para tratar de novas parcerias estratégicas em áreas sociais e de infraestrutura.

Projeção demográfica no Paraná

Segundo o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), o Paraná viverá até 2027 uma transformação demográfica histórica: pela primeira vez, haverá mais pessoas acima de 60 anos do que jovens com menos de 15.

Com isso, o reconhecimento da OMS reforça a preparação do Estado para os desafios futuros e o posiciona como referência internacional em envelhecimento ativo, qualidade de vida e inclusão social.

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