Candidato do Novo visita cidade gaúcha marcada por enchentes e reforça imagem de gestor resiliente

Em agenda de campanha, Romeu Zema visita Feliz (RS), cidade que luta contra enchentes com reconstrução comunitária, buscando reforçar sua imagem política.
O ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), deu mais um passo calculado em sua agenda de campanha ao visitar, no último sábado (29/8), a cidade de Feliz, no Rio Grande do Sul — um dos municípios mais castigados pelas enchentes de maio de 2024. A região, no Vale do Caí, virou símbolo da resistência da comunidade diante das sucessivas tragédias naturais.
Zema aproveitou a visita para conhecer de perto a Ponte da Felizcidade, uma estrutura que sofreu destruição múltipla durante as cheias, inclusive em janeiro de 2025, e que só foi reconstruída graças à mobilização da sociedade civil, com doações e trabalho voluntário. A obra, reinaugurada em março de 2026, virou um marco da capacidade da iniciativa privada e da comunidade local em agir onde o poder público falhou.
Nas redes sociais, Zema destacou a dependência da população e dos empresários locais para erguer a ponte, especialmente após um novo acidente em julho de 2026, provocado por fortes chuvas. “E novamente a iniciativa privada foi quem botou ela de pé novamente”, reforçou o candidato, sublinhando a narrativa de autossuficiência e crítica tácita ao papel do Estado.
A agenda do candidato ainda inclui participação na 49ª Expointer, em Esteio, no domingo (30/8), evento significativo para a agroindústria gaúcha, setor vital para o RS e nacionalmente relevante.
Nos bastidores, a movimentação em Porto Alegre com lideranças evangélicas e políticos locais indica que Zema busca consolidar apoios estratégicos para ampliar sua base eleitoral no Sul, região que pode ser decisiva na corrida presidencial.
Zema aposta em imagem de gestor pragmático
A visita à região afetada pelas enchentes tem claros objetivos políticos: apresentar-se como um candidato próximo da população, que reconhece o protagonismo da sociedade civil em momentos de crise e que defende menor dependência do Estado. A narrativa construída por Zema enfatiza a capacidade de mobilização do setor privado — uma crítica implícita ao que considera a ineficiência governamental na gestão de desastres naturais.
Reação e crítica velada ao Estado
Embora a reconstrução da ponte tenha sido celebrada, o fato de que a estrutura foi destruída diversas vezes e só foi reerguida com esforço comunitário levanta questionamentos sobre a resposta governamental e a política de prevenção a desastres no Rio Grande do Sul. Zema capitaliza esse cenário para reforçar seu discurso político, evidenciando desgastes e recuos das gestões públicas no enfrentamento dessas crises.
Próximos passos na campanha
Com a Expointer e os encontros em Porto Alegre, Zema intensifica sua presença política no Sul, tentando consolidar uma base que possa garantir competitividade na eleição presidencial. A mobilização de setores como o agro e as lideranças evangélicas indicam foco em nichos decisivos para a disputa. O cenário nacional observa atento se essa estratégia renderá frutos nas urnas.










