A torcida bicolor amargou mais uma decepção na noite de ontem, com a derrota do Paysandu para o Operário-PR por 2 a 1, em partida válida pela 23ª rodada da Série B, disputada na Curuzu. O revés não apenas frustra as expectativas de recuperação do time, como também escancara o seu alarmante desempenho como mandante na competição. Os números são cruéis e expõem a fragilidade da equipe diante de sua própria torcida.
Em 11 jogos realizados em Belém, divididos entre o Mangueirão e a Curuzu, o Paysandu conquistou apenas duas vitórias, somando ainda quatro empates e cinco derrotas. Esse retrospecto pífio se traduz em um aproveitamento de apenas 30,3% dos pontos disputados em casa, um contraste gritante com a força que a torcida bicolor tradicionalmente representa. Os números evidenciam um time que não consegue transformar o apoio da arquibancada em vantagem competitiva.
A busca por soluções passou pela tentativa de mando de campo no Mangueirão, durante as obras de reforma do gramado da Curuzu. No entanto, a mudança não surtiu o efeito desejado, com o time acumulando resultados negativos no Colosso. A esperança depositada no retorno ao “Vovô da Cidade” também se mostrou vã, com uma derrota para o Criciúma na reestreia, frustrando ainda mais os torcedores.
As únicas alegrias da torcida bicolor em casa foram as vitórias magras sobre o Botafogo-SP e a Ferroviária-SP, ambas por 1 a 0. Contudo, esses triunfos isolados não foram suficientes para mascarar a campanha decepcionante como mandante. Como pontuou um ex-presidente do clube sobre a situação na Série B: ‘Só Deus e Nossa Senhora de Nazaré’.
Com 15 jogos restantes na Série B, o Paysandu terá oito oportunidades de reverter essa situação diante de sua torcida. Os próximos confrontos em casa, contra Volta Redonda-RJ e América-MG, serão cruciais para as pretensões do clube na competição. A equipe precisa urgentemente transformar a Curuzu em um caldeirão e somar pontos vitais para se afastar da zona de rebaixamento.
No momento, o Paysandu ocupa a 19ª colocação na tabela, com 21 pontos, a um passo da lanterna. A diferença para o Volta Redonda, primeiro time fora do Z4, é de apenas dois pontos, o que torna cada partida uma batalha pela sobrevivência. Antes dos confrontos decisivos em casa, o Paysandu enfrenta o CRB em Alagoas, em busca de um resultado positivo para embalar na competição.
Fonte: http://www.oliberal.com





