General Tomás Paiva reforça busca por autonomia tecnológica e destaca serviço militar feminino a partir de 2026

Durante cerimônia do Dia do Soldado com Lula, comandante do Exército exige mais investimentos e destaca avanço da presença feminina nas forças armadas a partir de 2026.
Exército sob Lula: pressiona por mais verba e autonomia
Na cerimônia que marcou o Dia do Soldado, realizada no Quartel-General do Exército em Brasília, o general Tomás Ribeiro Paiva não poupou palavras: o Exército precisa avançar em investimentos para enfrentar os desafios do campo de batalha contemporâneo. Sob os olhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, o comandante fez questão de destacar a urgência de diminuir a dependência tecnológica externa, valorizando a produção nacional na indústria de defesa.
Mulheres na linha de frente a partir de 2026
Em um movimento de modernização e inclusão, o general Paiva anunciou que 2026 será um marco histórico com a incorporação das mulheres ao Exército através do Serviço Militar Inicial Feminino. “O Exército se enriquece com novos talentos”, afirmou, definindo essa etapa como uma reafirmação da missão de defesa que reúne brasileiros e brasileiras em prol do país.
Autoridades e contexto político
Além de Lula e Fachin, a cerimônia contou com a presença do ministro Gilmar Mendes e do general Hamilton Mourão, ex-vice-presidente no governo Bolsonaro, sinalizando o peso político do evento. A mensagem é clara: o Exército busca seu espaço estratégico com maior autonomia e modernização, enquanto avança na integração social interna.
Impacto político e institucional
O discurso do general Paiva ao lado de Lula revela um esforço para reposicionar as Forças Armadas, tanto em termos tecnológicos quanto sociais, diante do cenário nacional e internacional. A ampliação da presença feminina e o foco na inovação industrial indicam uma mudança de postura que pode enfrentar resistências internas e externas, mas que é apresentada como necessária para a soberania e prontidão operacional do país.









