Ministro da Fazenda destaca reajuste que inclui Previdência e benefícios sociais num orçamento 'muito diferente' do governo anterior

O ministro Dario Durigan confirmou salário mínimo de R$ 1.741 para 2027, ressaltando que reajuste seguirá a legislação, incluindo Previdência e benefícios sociais. O governo Lula apresenta orçamento 'muito diferente' do anterior, destacando compromisso social.
Durigan reforça reajuste real do salário mínimo e compromisso social do governo Lula
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, deixou claro nesta segunda-feira que o salário mínimo para 2027 será fixado em R$ 1.741, um reajuste de R$ 24 em relação à estimativa anterior. Em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Durigan destacou que esse aumento não é meramente simbólico: valerá também para a Previdência e para os benefícios sociais indexados ao piso, contrariando rumores de desvinculação.
“Todas as definições foram tomadas. Tenho orgulho de apresentar um orçamento muito diferente daquele que recebemos em 2023, um orçamento robusto, que prioriza quem mais precisa”, afirmou o ministro. Durigan ainda aproveitou para criticar a gestão anterior, lembrando que o ex-ministro Paulo Guedes defendeu a desvinculação do salário mínimo da Previdência, e que naquele período não houve reajuste real do piso, afetando diretamente os trabalhadores e ampliando a pobreza.
Orçamento 2027: mudança clara de prioridades
O projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2027 será entregue ao Congresso até 31 de agosto e traz uma elevação do piso salarial alinhada ao arcabouço fiscal, que limita o crescimento dos gastos a 2,5%, com base na soma da inflação projetada (4,93%) e a variação do PIB de dois anos antes.
Durigan afirmou que as despesas obrigatórias terão um aumento inferior ao crescimento geral do orçamento, resultado das medidas implementadas para manter a racionalidade fiscal sem sacrificar o reajuste do salário mínimo. Ele também rebateu desinformações que circulam nas redes sociais sobre desvinculação dos benefícios: “Esse reajuste do mínimo também vale para os benefícios previdenciários e sociais, diferente do que está se espalhando por aí”.
Bastidores e repercussão
Fontes internas da equipe econômica sinalizam que, embora se tenha discutido a possibilidade de separar o reajuste do salário mínimo dos benefícios previdenciários em um eventual novo governo, nenhuma decisão foi tomada, e qualquer mudança dependeria diretamente do aval do presidente Lula.
Neste cenário, o anúncio de Durigan reforça a narrativa do atual governo como comprometido com a população mais vulnerável, em clara oposição ao que foi feito pela gestão anterior, marcada por estagnação do salário mínimo e aumento da carga tributária sobre os trabalhadores.
O recuo da oposição e a pressão pública por políticas que priorizem o orçamento social colocam o governo Lula em posição de vantagem na corrida eleitoral, ao menos no terreno das políticas sociais e econômicas que afetam o cotidiano do brasileiro comum.








