Moeda americana cai e bolsa sobe em meio a expectativa eleitoral e alta do petróleo

Dólar fechou em R$ 5,14, menor valor em 10 dias, com dólar fraco no exterior e alta da bolsa. Petróleo sobe com tensão no Oriente Médio.
O dólar comercial encerrou a sexta-feira em queda de 1%, cotado a R$ 5,142, seu menor nível de fechamento em mais de 10 dias. O movimento refletiu o enfraquecimento da moeda americana no mercado externo, impulsionado pelas expectativas de recompra de títulos de longo prazo pelo Tesouro dos EUA, que aliviaram a pressão sobre o dólar. Na semana, a moeda americana acumula recuo de 1,53%, enquanto o índice DXY, que mede o dólar frente a seis moedas fortes, caiu cerca de 0,80%.
O cenário eleitoral brasileiro também contribuiu para o maior apetite por ativos de risco, beneficiando moedas emergentes como o real, que figurou entre as de melhor desempenho no dia, junto ao peso chileno. O euro e a libra alcançaram seus maiores patamares em meses, reforçando o movimento favorável ao mercado externo.
No Brasil, a bolsa de valores reagiu positivamente, com o Ibovespa subindo 1,85%, aos 171.031 pontos, a maior pontuação desde 10 de agosto, fechando a terceira alta consecutiva. Apesar da saída líquida de R$ 22 bilhões de investidores estrangeiros até 19 de agosto, o índice acumulou ganho semanal de 2,45%. A alta foi sustentada sobretudo por ações do setor bancário.
Entretanto, a alta do petróleo manteve o clima de tensão. O barril do tipo Brent avançou 0,65%, cotado a US$ 94,39, acumulando valorização de 6,6% na semana, em meio às tensões diplomáticas entre Estados Unidos e Irã e às restrições no tráfego pelo Estreito de Ormuz e Mar Vermelho. A incerteza sobre o transporte marítimo mantém o mercado global apreensivo, podendo impactar a oferta futura do combustível.
Esse conjunto de fatores evidencia a volatilidade dos mercados diante de conflitos internacionais e do cenário político interno brasileiro, que ainda provoca cautela entre investidores.









