Pesquisa mostra Santa Catarina liderando como estado mais seguro; Paraná aparece em terceiro entre homens

Número de moradores solos cresce no Paraná, mas segurança ainda preocupa, especialmente mulheres. Santa Catarina aparece como o estado mais seguro para quem vive sem companhia.
O fenômeno de morar sozinho cresce no Brasil e no Paraná, onde já são cerca de 858.800 pessoas vivendo sem companhia, representando 18,7% dos domicílios estaduais, segundo dados do IBGE. Contudo, a segurança ainda é um entrave significativo, especialmente para mulheres que habitam sozinhas.
Uma pesquisa recente da Verisure, empresa líder em monitoramento eletrônico, revelou que Santa Catarina é considerada o estado mais seguro para quem vive solo tanto por homens (36,1%) quanto por mulheres (30,7%). Na sequência, no ranking masculino aparecem o Rio Grande do Sul (23,9%) e o Paraná (20,7%). Já para as mulheres, Minas Gerais (22,1%) e o Rio Grande do Sul (19,8%) completam as primeiras colocações.
A percepção de segurança não é uniforme entre os sexos: para as mulheres, 48,4% apontam o medo relacionado a invasões, furtos e assaltos como principal preocupação, enquanto entre os homens essa insegurança aparece em terceiro lugar, atrás da solidão e das responsabilidades financeiras.
Esse receio reflete-se na atitude preventiva adotada pelas mulheres: 70% reforçam portas e janelas, 65% usam câmeras de vigilância e 62,1% contam com alarmes monitorados, índices superiores aos dos homens, que adotam essas medidas em menor proporção.
Além da segurança, fatores como custo de vida, oportunidades de emprego, educação, clima e lazer influenciam a escolha do local para morar sozinho. Para os homens, a liberdade pessoal e o aprendizado são os principais conselhos para quem inicia a vida solo, enquanto mulheres priorizam saúde e autocuidado.
A pesquisa entrevistou 500 brasileiros conectados à internet, com margem de erro de 3,3 pontos percentuais e confiabilidade de 95%. Mostra que o desafio de morar sozinho no Paraná está longe de ser apenas uma questão de independência, envolvendo também o temor real de vulnerabilidade na rotina diária.
Fonte: bemparana.com.br








