Presidente critica discurso bélico de líderes estrangeiros e afirma que Brasil quer respeito, não conflito

Lula promete fortalecer a indústria da defesa no Brasil para garantir respeito internacional, mas evita incitar conflitos, destacando o orgulho do povo brasileiro como melhor arma.
Em ato de campanha realizado no Estádio Moça Bonita, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a prometer a recuperação da indústria da defesa no Brasil, caso seja reeleito para um quarto mandato. Lula fez uma crítica direta aos discursos bélicos de líderes como Putin e Trump, questionando o que o Brasil possui em termos de armamento e poderio militar.
O presidente relembrou a precariedade das condições das Forças Armadas em 2003, quando assumiu o governo, destacando falta de recursos básicos como alimentação e salários dignos para os soldados brasileiros. Ele também comparou a enorme extensão das fronteiras brasileiras – cerca de 16.800 km – com a complicada situação na fronteira entre Estados Unidos e México, que tem apenas 3 mil km.
Lula garantiu que haverá investimento na defesa para fortalecer a indústria nacional, mas deixou claro que o Brasil não busca guerra. “Não queremos guerra, mas queremos dizer: não se metam com nós porque a nossa melhor arma é o orgulho do povo brasileiro”, afirmou, reforçando que o país deseja respeito internacional e para isso precisa mostrar que está preparado.
O evento marcou a primeira agenda de campanha do presidente no Rio de Janeiro e contou com a presença do candidato ao governo do estado, Eduardo Paes (PSD). A fala de Lula traz à tona o desafio de equilibrar a promessa de fortalecimento militar com a rejeição a conflitos, buscando um discurso que mescla soberania, segurança e patriotismo sem incitar tensões desnecessárias.









