Operação revela falhas graves na governança do banco, ampliando o cerco a dirigentes e exigindo mais tempo para investigação

PF identifica mais diretores do Banco Regional de Brasília envolvidos em irregularidades e pede ao STF prorrogação do inquérito para aprofundar investigação.
PF amplia cerco a diretores do BRB no escândalo Master
A Polícia Federal não só mantém o cerco contra o Banco Regional de Brasília como também ampliou o alvo: mais diretores do BRB foram identificados como envolvidos nas irregularidades na compra de carteiras fraudulentas do Banco Master. A manobra revelou falhas gritantes na governança da instituição e fragilidades no sistema de controle interno que permitiram o esquema prosperar.
Pedido de prorrogação e novos alvos no STF
Diante da complexidade dos novos elementos, a PF protocolou pedido junto ao ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça para estender por mais 60 dias o prazo do inquérito. O objetivo é colher depoimentos dos membros da diretoria colegiada do BRB que autorizaram as operações irregulares, que até então não estavam formalmente na mira da investigação. O ex-presidente do banco, Paulo Henrique Costa, já foi preso na Operação Compliance Zero.
Laudos periciais expõem governança frágil e irregularidades
O pedido de prorrogação se apoia em laudos periciais que detalham descumprimentos de normativos internos, aprovação de operações fraudulentas e concentração excessiva de riscos por parte do BRB. Além disso, apontaram incoerências na estrutura econômico-financeira da empresa Tirreno, responsável pelas carteiras fictícias cedidas ao banco. A investigação também destaca a ausência de liquidação financeira efetiva e falhas nos mecanismos de controle do Banco Master.
Impactos e desgaste político
Esse conjunto de evidências não apenas amplia o número de investigados, mas avança para uma possível responsabilização mais ampla na alta cúpula do BRB, com consequências institucionais e políticas que podem desgastar ainda mais o banco público. O STF aguarda a conclusão das diligências para eventuais indiciamentos, enquanto a PF ainda espera documentos do Banco Central para avaliar o prejuízo real sofrido pelo BRB.
A extensão da investigação sinaliza que o caso Master ainda está longe de ser encerrado e reforça a necessidade de maior rigor na fiscalização das operações financeiras dos bancos públicos, sob o risco de prejuízos bilionários e descontrole institucional.








