Ex-ministro aposta em banco estadual para impulsionar indústria e defende reforma tributária contra críticas de Flávio Bolsonaro

Fernando Haddad promete transformar o Desenvolve São Paulo em banco de fomento à indústria, inspirado no BNDES, e endossa a reforma tributária como motor do estado.
O ex-ministro da Fazenda e candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), anunciou nesta sexta-feira (21) uma proposta forte para reindustrializar o estado: transformar o Desenvolve São Paulo em um banco de desenvolvimento nos moldes do BNDES. A ideia é criar uma instituição financeira pública focada exclusivamente em financiar a indústria local, abandonando o modelo comercial para dar prioridade à retomada econômica do setor produtivo paulista.
Durante visita à fábrica da Polimetri Indústria Metalúrgica em Mauá, Haddad enfatizou que o novo banco terá como missão combater a chamada “guerra fiscal” entre estados, que prejudica o desenvolvimento sustentável. “Não estou falando de um banco comercial. É um banco que vai financiar a reindustrialização de São Paulo, nos moldes do BNDES”, afirmou.
Além disso, Haddad elogiou a reforma tributária recentemente aprovada pelo governo federal de Luiz Inácio Lula da Silva, classificando-a como um dos avanços mais significativos para o estado. Ele não poupou críticas ao deputado Flávio Bolsonaro (PL), que defende a revisão da lei, e destacou o papel da reforma para posicionar São Paulo como o principal hub econômico do país novamente.
Por sua vez, o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) reconheceu que São Paulo será beneficiado pela reforma tributária, embora evite entrar em confronto direto com Flávio Bolsonaro, seu aliado político. Tarcísio também rebateu a crítica de Haddad sobre supostas isenções fiscais excessivas, mostrando que o gasto tributário está em queda, fruto de revisão dos benefícios fiscais.
Banco estadual e reindustrialização
Haddad aposta em um banco público capaz de injetar recursos estratégicos para a indústria paulista, buscando retomar o protagonismo econômico do estado e combater práticas nocivas como a guerra fiscal.
Reforma tributária como pilar
O ex-ministro considera a reforma tributária uma peça-chave para o desenvolvimento e critica aliados do governo federal que tentam enfraquecê-la, reforçando a polarização política em torno do tema.
Divergências na base aliada
A discordância entre Flávio Bolsonaro e Tarcísio de Freitas expõe fissuras na coalizão política em São Paulo, com repercussões para o eleitorado e estratégias de campanha.
A proposta de Haddad reforça sua plataforma de intervenção estatal na economia para impulsionar setores estratégicos, enfrentando diretamente a visão liberal que tem ganhado espaço no estado. A resposta do atual governo sinaliza embate político que deve marcar o debate eleitoral em São Paulo nos próximos meses.









