Pedido ao STF visa fortalecer apuração e evitar perda de provas digitais no inquérito contra filho de Lula

O senador Carlos Viana reforçou a pressão sobre o ministro André Mendonça para garantir a preservação integral das provas digitais no inquérito que investiga Lulinha por suposto tráfico de influência. O pedido destaca riscos de apagamento de mensagens e cobra aprofundamento das apurações, inclusive sobre fluxos financeiros e envolvimento de autoridades.
O senador Carlos Viana (PSD-MG), que presidiu a CPMI do INSS, voltou a colocar pressão sobre o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (20). Em um pedido direto, Viana cobra a preservação integral das provas digitais no inquérito que investiga Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, por suposto tráfico de influência ligado a esquemas de favorecimento em órgãos federais.
O documento enviado ao STF complementa uma representação criminal apresentada dias antes e cita reportagem da revista Veja, que teve acesso a conteúdo sigiloso da Polícia Federal. O teor inclui mensagens atribuídas a Lulinha que teriam sido apagadas e depois recuperadas por ferramentas forenses, o que acende o sinal vermelho para a integridade das investigações.
Pressão e cuidado para evitar fragmentação
Além da preservação de arquivos originais, backups e cadeias de custódia, Carlos Viana pede a Mendonça que a apuração sobre fluxos financeiros seja aprofundada, incluindo pagamentos a empresas de consultoria com beneficiários finais ocultos e possível abertura de contas no exterior. O senador também levanta a questão do foro, alertando contra uma decisão prematura que transferisse a investigação para a primeira instância sem a completa análise das conexões entre os envolvidos, o que poderia causar perda de contexto e fragmentação do caso.
Lulinha sob três investigações no STF
Lulinha hoje enfrenta três inquéritos abertos a partir de julho, dois sob relatoria de André Mendonça e um do ministro Flávio Dino. As investigações desvendam supostos esquemas de corrupção envolvendo órgãos como o Ministério da Saúde, a Dataprev e a Telebras, e o papel da lobista Roberta Luchsinger, apontada como elo entre interesses empresariais e agentes públicos, inclusive no âmbito do Palácio do Planalto.
O pedido de Viana é uma tentativa de evitar que as provas se percam ou sejam comprometidas, aumentando a pressão sobre o STF para manter rigor na condução do processo contra o filho do presidente Lula. A movimentação evidencia a disputa política nos bastidores do Supremo, onde o desgaste e os riscos de fragmentação das investigações são alvo de debates intensos.








