Mandato do vereador do PP é cassado por suposta prática de 'rachadinha' em votação marcada por rejeição unânime à suspensão

O vereador Lórens Nogueira teve seu mandato cassado pela Câmara Municipal de Curitiba, com voto decisivo de Da Costa e 29 outros parlamentares, após acusação de 'rachadinha'.
A Câmara Municipal de Curitiba consumou, nesta quinta-feira (20), a cassação do mandato do vereador Lórens Nogueira (PP), acusado de envolvimento em esquema de ‘rachadinha’ e suspeita de quebra de decoro parlamentar. Em votação acirrada, 30 vereadores rejeitaram a suspensão do mandato como alternativa, optando pela cassação, enquanto o próprio Lórens foi o único a votar a favor da suspensão, e Mauro Bobato (PP) se absteve. Outros seis parlamentares ficaram ausentes.
Da Costa e a articulação que levou à cassação
Da Costa (Podemos), relator da Comissão Processante 1/2026 que recomendou a cassação, foi peça-chave na articulação para manter a punição máxima contra Lórens. A comissão investigou o Processo Ético-Disciplinar 2/2026, concluindo pela quebra de decoro em decorrência da acusação de prática de ‘rachadinha’, uma manobra que corrói a moralidade política e alimenta a desconfiança popular.
Rejeição unânime à suspensão do mandato
A proposta de substituir a cassação pela suspensão do mandato foi derrotada por ampla maioria: 30 votos contrários, um a favor e uma abstenção. Essa decisão deixa claro o desgaste político e institucional que envolve o vereador cassado, que teve sua defesa negando as acusações, mas não conseguiu evitar a perda do mandato.
Parlamentares que mantiveram a cassação
Entre os que votaram contra a suspensão e a favor da cassação, estão nomes de diversos partidos e orientações, demonstrando um consenso crítico, entre eles, Angelo Vanhoni (PT), Ariane Regis Silva Assis (Novo), Bruno Rossi (Agir), Camilla Gonda (PSB), além de Da Costa (Podemos) e vários representantes do PL, PSD, PDT, Republicanos e MDB.
Contexto e desdobramentos
A cassação de Lórens Nogueira reforça um movimento na Câmara Municipal de Curitiba contra práticas consideradas ilícitas e de má conduta. A decisão também sinaliza um endurecimento do Legislativo local com desvios éticos, mesmo que alguns nomes do PP se mantenham em posições neutras ou de defesa. O impacto político pode reverberar nas próximas eleições e na relação entre os partidos na Câmara.
Fonte: xvcuritiba.com.br









