Ex-presidente boliviano alega conspiração envolvendo Rodrigo Paz e EUA para eliminar opositor

Evo Morales acusa presidente Rodrigo Paz e EUA de planejar seu assassinato, enquanto permanece foragido por acusações graves na Bolívia.
O ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, lançou uma grave acusação contra o atual presidente do país, Rodrigo Paz, ao denunciá-lo como autor de um suposto plano para assassiná-lo. Morales, que está foragido há cerca de dois anos por ordens judiciais vinculadas a acusações de estupro de menor e promoção do terrorismo — que ele nega veementemente —, afirmou em sua conta na rede social X que a ação teria sido articulada em conluio com os Estados Unidos. Segundo ele, militares, policiais “patriotas” teriam revelado detalhes da operação planejada para a região de Cochabamba, onde ele permanece escondido desde 2024.
Sem apresentar evidências concretas, Morales afirmou que o ministro da Defesa da Bolívia, Ernesto Justiniano, teria tratado com autoridades americanas durante uma visita aos EUA, alinhavando o suposto plano com instruções diretas do presidente Rodrigo Paz, que assumiu o cargo em novembro último. Morales sustenta que a ordem não visa sua captura, mas sim sua eliminação física para proteger o atual governo das acusações de narcotráfico, corrupção e terrorismo de Estado, que ele atribui a Paz.
A denúncia, além de agravar as já intensas tensões políticas internas na Bolívia, traz à tona um cenário de instabilidade e confrontação direta entre o ex-presidente e o atual governo. Morales tentou disputar as últimas eleições, porém foi barrado por determinação judicial, enquanto permanece sob mandados de prisão. O episódio expõe o desgaste e os embates profundos no terreno político boliviano, com repercussões regionais e um olhar atento sobre a influência dos EUA na política local.









