Corrida eleitoral mostra divisão e ambições políticas no segundo maior colégio eleitoral do país

A disputa pelo governo de Minas Gerais em 2026 agita o cenário político local após a inesperada renúncia de Romeu Zema. Com 11 candidatos na corrida, o atual governador Mateus Simões tenta segurar o comando do estado em meio a um campo fragmentado e polarizado.
Minas Gerais entra na corrida eleitoral de 2026 com o cenário político em ebulição. A inesperada renúncia do governador Romeu Zema (Novo) para disputar a Presidência da República abriu espaço para que o vice, Mateus Simões (PSD), assumisse o Palácio Tiradentes em março e agora lute para manter o controle do Executivo estadual pelo voto popular.
A eleição deste ano conta com 11 candidatos oficialmente registrados, uma amplitude que mostra a fragmentação e ambição política no estado com cerca de 16,3 milhões de eleitores, o segundo maior colégio eleitoral do país.
O campo dos principais nomes
Mateus Simões, que surgiu como representante da continuidade do grupo que governa Minas desde 2019, lidera a disputa com o apoio de uma ampla coligação que reúne PSD, União Brasil, PP, Novo, entre outros partidos. Sua saída do Novo para o PSD e a renúncia de Zema expõem tensões no bloco governista.
Do lado da oposição e dos candidatos com força política, destacam-se:
- Cleitinho Azevedo (Republicanos), senador desde 2023, cuja candidatura foi definida tardiamente, causando rebuliço nas negociações partidárias, principalmente com o PL;
- Alexandre Kalil (PDT), ex-prefeito de Belo Horizonte e empresário com forte apelo público, tenta pela segunda vez o governo após uma derrota para Zema em 2022, agora com aliança que inclui o PSDB;
- Patrus Ananias (PT), deputado federal e ex-ministro, lidera uma coligação de esquerda ampla, tentando capitalizar sua longa trajetória política e experiência em cargos executivos.
Candidaturas menores e representatividade
Além dos principais nomes, há candidatos como Ben Mendes (Missão), Gabriel (MDB), Rafael Duda (PSTU), Túlio Lopes (PCB), Flávio Roscoe (PL), Henrique Áreas (PCO) e Indira Xavier (UP), que representam desde siglas tradicionais até partidos de esquerda radical ou novos movimentos, mas com pouca chance real de vitória.
Implicações políticas
A diversidade de candidaturas reflete a fragmentação partidária e a indefinição do eleitorado mineiro após a saída de Zema, que até então dominava o cenário estadual. O embate entre continuidade governista e oposição de centro-esquerda promete colocar Minas Gerais no foco das eleições nacionais, dada sua relevância política e econômica.
A disputa também pode servir de termômetro para as alianças regionais e a força dos partidos tradicionais frente a novos atores políticos. A definição do vencedor terá impacto direto na política local e na estratégia eleitoral para o Palácio do Planalto em 2026.








