Deputada socialista Angie Nixon derrotou ex-oficial Alexander Vindman, provocando reação imediata de Trump

Angie Nixon, candidata de esquerda radical, vence primária democrata para o Senado na Flórida, derrotando o ex-oficial Alexander Vindman. Trump comemora e prevê vitória republicana em novembro.
A primária democrata para o Senado na Flórida revelou um quadro claro de desgaste da moderação no partido, com a vitória da deputada estadual Angie Nixon, ligada à ala radical de esquerda. Nixon derrotou Alexander Vindman, ex-tenente-coronel do Exército que ganhou notoriedade como uma das principais testemunhas no processo de impeachment do presidente Donald Trump em 2019.
A derrota de Vindman não passou despercebida pelo ex-presidente, que voltou a comemorar publicamente em sua rede social Truth Social. Trump qualificou Vindman como “desprezível e traidor” e chamou Nixon de “lunática da esquerda radical”, prevendo uma derrota certa para ela nas eleições gerais de novembro contra a republicana Ashley Moody, nomeada pelo governador Ron DeSantis e apoiada pelo ex-presidente.
Especialistas políticos já consideram que a vitória de Nixon na primária dificulta a retomada da cadeira pelo Partido Democrata, aumentando as chances dos republicanos manterem o controle do Senado da Flórida. A vitória da ala radical mostra as dificuldades internas do partido para apresentar candidatos competitivos em estados conservadores.
Angie Nixon afirma que sua campanha foca na defesa da classe trabalhadora, prometendo melhorias econômicas e oportunidades financeiras para os cidadãos. No entanto, sua vinculação à esquerda radical pode afastar eleitores centristas e favorecer a campanha de Ashley Moody.
O Senado norte-americano atualmente é controlado por 53 republicanos contra 47 democratas (incluindo independentes). A disputa na Flórida é uma das 35 cadeiras em jogo nas eleições de meio de mandato de 2026, cuja definição poderá alterar o equilíbrio do poder no Congresso dos EUA.









